terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Mistérios

Nos últimos dias ando meio subjetiva. Deve ser a chegada do final do ano - tempo geralmente associado a balanço de vida, etc.
Ontem, conversando rapidamente com uma colega de yoga sobre uma conhecida em comum, eu me toquei de uma coisa: ao contrário da pessoa em questão, nunca preparei realmente minha volta para o Rio de Janeiro.
Essa amiga morava em Mato Grosso como eu e a gente se encontrou por acaso num aniversário numa fazenda a mais de 100 km da cidade onde eu morava. Fomos contemporâneas na Escola de Comunicação da UFRJ e ela se formou depois em medicina. Casou-se e veio morar no interior mato-grossense por motivos absolutamente profissionais.
Na época em que tivemos um contato mais assíduo (há uns três anos), ela me disse que estava preparando seu retorno ao Rio. Foi mandando os filhos para estudar em sua cidade natal na medida em que cresciam e, aos poucos, ela mesmo foi pavimentando seu caminho de volta. O casamento já tinha acabado e o marido ficou por aqui.
Parece que ela está bem feliz no Rio. De repente eu me toquei de que, fora alguns momentos de total insatisfação com Cuiabá, nunca agi de uma forma determinada para voltar definitivamente ao Rio. Isso não quer dizer que eu não goste da cidade, muito pelo contrário. Porém alguma coisa me "prende" aqui  Não é mais o casamento (que me trouxe para cá), nem a possibilidade de um reatamento (isso já está fora de cogitação). Minha filha caçula está morando no interior de São Paulo e não sei se um dia voltará a morar em Cuiabá.
O que me segura aqui? Não é o emprego porque esse eu perdi há pouco tempo e ainda não consegui outro.
Medo? Comodismo? Ou uma intuição maluca de que alguma coisa muito boa ainda há de pintar?

Um comentário:

amangarosa disse...

Afff... até eu que sou daqui me faço essa pergunta todos os dias, diante das poucas e boas opções de trabalho e nenhuma opção de cursos para aprimoramento. rsrs