sexta-feira, 11 de abril de 2008

Massacre

Nesses últimos três dias, por razões que não vêm ao caso, assisti muito a noticiários de TV. Em vários canais, vários horários, vários apresentadores. Confesso que fiquei deprimida e, apesar de ser jornalista - ou seja, uma pessoa que reconhece a importância da informação -, confesso que fiquei em dúvida se realmente vale a pena se manter "informado".
Em primeiro lugar, porque (eu e minha crise dos porquês!) os jornais repetem quase sempre as mesmas notícias: é caso Isabella, o caso do reitor da UNB, cartão corporativo, um monte de gente sendo presa com aquele jeito de bandido quando é preso (faz um cara de coitado). Em segundo, porque me dá uma tristeza ver tanta barbaridade, tanto deputado roubando, bebendo uísque, vinho estrangeiro às nossas custas, tanto movimento de polícia, tanta gente morrendo de dengue, tanta chuva no Nordeste, tanta seca no Sul, tanta gente lamentando a perda de lavouras.
Assistir a esse massacre de informação me dá uma sensação de impotência. O que posso fazer? O que devo dizer às minhas filhas? Lutem? Sejam mais corajosas que sua mãe que cresceu numa ditadura, participou do movimento estudantil, do movimento sindical (retomamos o Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro das mãos dos "pelegos") e ficou desolada quando viu todo o jogo de interesse, a politicalha que existia por trás de tudo. (suspiro) Confesso que não sei. Uma coisa já decidi: não vale a pena ficar assistindo a tanto noticiário de TV. Não acho que isso faz com que as pessoas decidam sair da habitual letargia.

Um comentário:

Soler disse...

Boa Tarde, Desculpa envadir seus textos.Me chamou Atenção sua Profisão. A respeito do Massacre.
Infelizmente temos que aprender e conviver com situaçôes desumana. O que resta é educar os filhos mostrando o mundo real.Eu também queria viver só de Ficção mas triste de nós que estamos pagando na terra.