terça-feira, 9 de agosto de 2011

Mudança de hábito

Passei os olhos pelo portal Terra e, no meio de tanta coisa ruim e/ou bizarra, me chamou atenção a notícia sobre a morte de uma mulher no Rio que teve seu corpo queimado pelo gerente da padaria onde trabalhava. Segundo a matéria, ela resistia ao assédio do homem, que foi visitá-la em sua casa no Morro do Borel, na Tijuca, amarrou-a e tocou fogo.
Achei muito triste isso e essa notícia me leva a algumas indagações: por que tem gente que sofre tanto no mundo? Por que tem gente tão cruel e desequilibrada?
Outro questionamento: até que ponto devemos ler notícias como essa para sabermos o que acontece no mundo ou isso não faz a menor diferença,?
O que estou colocando  em discussão é a pertinência de estar ou não 100% ligada em tudo que acontece no mundo, ser ou não ser um pouco alienada.
Vejo que algumas pessoas têm necessidade de assistir a todos os noticiários de TV e saber de tudo que acontece no mundo, mas até que ponto isso as torna mais conscientes e engajadas num processo de mudança?
Sempre que almoço em casa ligo a TV para assistir ao jornal, mas hoje minha filha mais velha questionou esse hábito. Ela disse que ouvir tantas notícias ruins tirava seu apetite. Talvez ela tenha razão: não é saudável comer assistindo ao noticiário de TV e, aos poucos, na minha ânsia de acompanhar tudo, fui me esquecendo que logo que cheguei a Mato Grosso estranhava esse costume.
Na casa da minha mãe, almocávamos e jantávamos na copa nos dias normais, mesmo quando tinha uma visita sem muita cerimônia, e lá não tinha TV. O aparelho ficava no escritório. Como eram gostosas aquelas refeições em que cada prato era saboreado e se conversava sobre tudo!
Taí, não vou ligar mais a TV quando estiver comendo.

3 comentários:

Osvaldo Tancredo disse...

Melhor ser uma vaca feliz ou um ser humano preocupado?
Acho que estamos vivendo cada vez melhor através dos tempos. A prova disso é a expectativa de vida e a qualidade de vida. Outro ponto: hoje sabemos de coisas que antes acontecia com mais frequência, porém às escondidas.

Osvaldo Tancredo disse...

Bem-vindo à vida!

Rose Domingues disse...

Eu tenho evitado assistir TV, ler jornais, revistas e sites da mídia convencional, sensacionalista, e estou muito mais feliz, menos ansiosa, menos paranóica. Vale a pena reduzir esse tempo exposto à midia, selecionar melhor inclusive com quem conversa e sobre o que. bjos flor :-)