quinta-feira, 25 de março de 2010

Buracos


Li hoje que o estudante Júnior de Oliveira (foto ao lado) de Várzea Grande, município contíguo a Cuiabá, fez um vídeo muito legal, colocado no YouTube (Várzea Grande só buraco), mostrando os buracos de seu bairro.
Em outro jornal, o Diário de Cuiabá, li que moradores de Várzea Grande, da regiáo do Grande Cristo Rei, interditaram uma avenida com excesso de buracos. A reportagem de Alecy Alves menciona acidentes graves provocados por buracos na rua. É engraçado que o prefeito de lá, Murilo Domingos, do qual só vejo falarem mal, está no segundo mandato.
Do outro lado da ponte, as coisas não estão melhores em se tratando de buraco. Ah, a culpa, dizem os administradores, é do excesso de chuva! Como se chover demais não fosse uma característica desta região, onde qualquer chuva deixa a cidade inundada!
Parece que tenho uma atração fatal por buracos. Vivo caindo neles e levo cada susto. Esta semana entrei numa rua ao lado do Hospital Jardim Cuiabá e caí num monte de buracos, mas o pior de todos é um perto da rotatória do bairro Despraiado (perto do motel Paradise). É de doer! Já caí duas vezes nele e me doeu a alma.
Falar em buraco é quase chover no molhado, mas queria registrar aqui essas duas iniciativas da comunidade. A população tem que se manifestar mais, botar a boca no trombone e usar todas as formas possíveis para expressar sua insatisfação com os serviços públicos. Somos muito passivos diante de tanto desrespeito e tanto recurso mal empregado.
Criada na velha escola da Editora Geral (hoje Cidades) do Jornal do Brasil, aprendi cedo com um jornalista veterano (Israel Tabak) que, como foca (repórter iniciante), não deveria jamais menosprezar uma pauta sobre buracos. Isso ocorreu no meu retorno de uma reportagem dessas no bairro carioca de Santa Teresa. Quando retornei à Redação, vi que não tinha muito sobre o que escrever. Levei um pito e aprendi a lição: a de nunca voltar à Redação sem a pauta muito bem apurada. Curiosamente a minha primeira reportagem (para o jornal Tribuna da Imprensa) também foi num grande buraco: o das obras do metrô na rua do Catete.
Como vocês podem ver buracos fazem parte da minha história. Fico contente de constatar que um jovem estudante de uma cidade típica da nossa época (cheia de constrastes) recorreu à tecnologia para produzir sua própria reportagem sobre os problemas do seu bairro e exibi-la na internet, em vez de ficar exibindo aqueles vídeos excêntricos e tolos que estão sempre bombando na net.

Mais luz para o Bom Despacho!


4 comentários:

Xhycuz Phernandez disse...

Bravos,Martha.Cá em São Paulo sofremos das mesmas mazela,minha mãe,87 anos de idade,mora em uma esquina(rua principal e uma viela),a viela está esburacada e as crianças que passam quando saem de uma escola próxima atiram os resíduos de entulhos que o buraco gera por cima do muro de mi madre.
Chuva de pedras.Fiz um protocólo da queixa junto a Prefeitura no dia 13 de janeiro,e até agora,nada.
Descaso municipal não é privilégio de alguns e sim uma cruz para todos .

Martha disse...

Infelizmente esse problema dos buracos é apenas mais um de um rosário enfrentando por moradores de grandes, médias e pequenas cidades.
A gente tem mesmo que reclamar, denunciar e encher o saco de quem deveria tomar providências. Não pode é ficar quieto e se conformar.

Roça de Livros disse...

Martha,

seu slongan "Mais luz para o Bom Despacho" precisa de uma cor mais forte na palavra "luz". O amarelo não se destaca sobre o branco e também não contrasta com as cores das outras palavras. Levei algum tempo para descobrir que a palavra em questão era "luz". Justamente o cerne da sua mensagem...
Abs.
Terezinha

Martha disse...

Valeu, Terezinha! Bom contar com leitores atentos e críticos!