sexta-feira, 18 de setembro de 2009

De volta

Nos últimos dias andei afastada do blog e com aquela sensação "pára o mundo que eu quero descer". Não aconteceu nada na minha vida que justificasse essa sensação que creditei aos humores da idade. Cheguei em casa do trabalho, liguei a TV no Jornal Nacional e vi uma cena ridícula: Renan Calheiros e Arthur Vigílio discutindo no Senado acerca de funcionários liberados para fazer curso no exterior com vencimentos pagos. Essa cena permite vários comentários, mas o que me chocou no caso foi a cara de pau de Renan e pensar que ainda temos que aturar políticos de sua laia depois de tantos escândalos, tantas denúncias. Em seguida, vi o Sarney falando sobre a questão da internet na campanha eleitoral. Foi demais para mim!
Seria muito simples dizer "Chega de Senado, de senadores corruptos e de tanta gente falsa, hipócrita". Foi para isso que tanta gente lutou, foi torturada, morreu? Cadê essa brava gente que lutou com a ditadura? Cadê os caras pintadas que botaram Collor para fora? Muitas dessas pessoas estão aí mancomunadas com os Sarneys, Calheiros e Virgílios da vida.
E então? No dia seguinte, enquanto aguardava minha filha numa sala de espera, folheei uma revista Veja com uma reportagem especial sobre a Coréia do Norte. Pensei em outras informações que recebi recentemente via filmes, livros sobre a vida sob regimes totalitários. É terrível!
Conclusão: não sou cientista política e nem tenho a pretensão de conclusões definitivas. Aliás, o que é definitivo na vida? A morte? Tem gente que diz que ela é só o começo. Não sei. Apenas sei que vivemos numa sociedade extremamente injusta onde trabalhadores são espancados em shoppings centers apenas por estarem mal trajados (surgiu mais uma vítima da gangue do Shopping Goiabeiras) e onde rapazes são espancados pela polícia por serem considerados suspeitos (que polícia competente a nossa, hem?) - caso que ocorreu em São Paulo nos últimos dias. Acho que enquanto vigorar essa cultura da violência, o mundo será sempre assustador. Dizem que nossa sociedade está evoluindo. Sinceramente? Não concordo.

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