domingo, 20 de julho de 2008

A grande família

Vivemos num mundo louco. Hoje cheguei cansada de viagem (fui a Diamantino, a cerca de 200 km de Cuiabá, a serviço da revista Produtor Rural) e acabei passando a noite me comunicando com amigos e família. Conversei com meu amigo Glauco, que está na Itália, com minha sobrinha Maria Rosa que mora no Rio e com outra sobrinha, Dete, que mora nos EUA. Interrompi a conversa com ela para conversar no telefone com minha irmã Jane, que mora no Rio, e outra, Anna Maria (mãe da Dete) que está passeando no Rio. Enquanto falava com ela, minha filha Marina me ligou de Cáceres no celular.
Agora estou me preparando para ir dormir, sem ter ido ao supermercado, como era meu plano.
Enfim, as telecomunicações nos permitem contato com amigos e parentes distantes e atenuam a sensação de distância, porém nada como a possibilidade de encontro ao vivo, com direito ao abraço e a uma troca mais intensa de energia.
Neste fim de semana fui fazer uma reportagem diferente na fazenda de uma família descendente de alemães, que se mudou do Paraná para Mato Grosso há 50 anos. Participei de uma festona, cujos detalhes vou contar na edição de agosto da revista. Mas, de qualquer maneira, antecipo aqui que morri de inveja daquele povo que conseguiu reunir numa festa boa parte da parentada. Veio gente do Sul, de São Paulo e até dos EUA. Todos muito felizes e emocionados com o reencontro e se dizendo "uma família abençoada".
A minha família também quis promover um encontro assim, mas por falta de uma data comemorativa forte o suficiente para juntar a galera ou de um lugar estratégico onde todos pudessem se hospedar sem muito custo, o evento ainda não aconteceu. Infelizmente. Enquanto não acontece o jeito é matar as saudades via internet e telefone.
Família, às vezes, enche o saco, mas é uma das melhores coisas da vida. Eu amo a minha família e sou muito grata à vida por ter me dado essa grande família espalhada por esse mundão afora.

4 comentários:

Bernadete disse...

Ah Martha, o supermercado pode esperar mas o contato amigo nao espera, sempre chega na hora certa. Que bom ler o seu blog! Que pena que nao soube dele mais cedo. Fiquei lendo as entradas antigas (se 'e assim que se fala em portugues) ate quase 2h da manha. Agora vou dormir com o coracao em paz, pensando na nossa familia espalhada pelo mundo e sempre tao proxima. Bjs.

Martha disse...

Ai Dete, que comentário lindo!
Sem querer parecer pretensiosa, mas são esses feedbacks que me fazem sentir que vale a pena escrever esse blog. Mais ainda, que vale a pena viver!
Valeu!

rodrigowill disse...

Ah! Sei como é, não tenho parentes depois das fronteiras, mas alguns estão em São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul, as vezes (quase sempre) da um aperto, a distancia priva alguns momentos em que gostaria de estar junto, como nascimento dos filhos do meu irmão.
Sua fámilia são coelhos e a minha cavalos, fiquei até confuso com a quantia de pessoas ao mesmo tempo.

Então a moça do supermercado era muito interessante, tinha um ar de mulher culta misturada com face de quem precisa de carinho, mas sou "fraco" em abordagens então o melhor foi fingir indiferença.

Boa semana.

Martha disse...

Adorei o comentário sobre bichos.
Você deve ser um cara muito divertido.
Apareça sempre!