sexta-feira, 29 de abril de 2011

Carnaval real

Poucas coisas me irritam mais do que essa balbúrdia em torno do casamento real.
Respeito o gosto de cada um, mas me irrita ver um casamento que acontece a milhares e milhares de quilômetros do Brasil - e que até onde sei não terá influência qualquer na nossa vida - ocupar tanto espaço na mídia nacional.
Ontem fui obrigada a almoçar ouvindo uma reportagem no jornal Hoje (mais uma) sobre o enlace real. Minha filha mais velha, que é desligadíssima de tudo, ficou chocada de saber que o casamento de sua quase xará, a mãe do noivo da vez, não tinha sido um conto de fadas depois da pompa da cerimônia. A matéria falava sobre traições, baixarias, tudo aquilo que a gente que tem mais de 30 anos está farta de saber.
O que me irrita mais é a hipocrisia toda e o aspecto comercial que salta aos olhos. Muita gente fatura com esse casamento. Os noivos já vivem juntos, já brigaram, separaram e voltaram a viver juntos, mas é preciso fazer todo esse carnaval para que o Reino Unido volte a ter - por algumas semanas - o fausto e a glória do passado colonialista, quando a Inglaterra dominou mares e territórios.
Quanto tempo esse casamento vai durar? Será que os dois repetirão o exemplo de Charles e Diana ou do tio Edward e a "malvada" Sarah, que sequer foi convidada para o casamento de agora? Ou terão um casamento gelado como o da avó Elizabeth II e seu marido?
Torço para que sejam felizes, o que convenhamos, é bem complicado nos dias de hoje principalmente para um casal que será perseguido por holofotes o tempo todo. Ainda bem que eles moram num lugar bem isolado.
Concluindo, em matéria de fantasia, prefiro assistir a desenhos animados como "Rio" e "Enrolados", que são uma delícia e bem mais românticos. 

4 comentários:

Chorik disse...

Eu não vi o casamento, nem dei bola, mas isso eu faço com relação a qualquer casamento. Não vou a nenhum. rs

O que eu discuto, e acho até que vou escrever um dia sobre isso, é essa tal de monarquia. Acho uma pataquada essa história de rei e rainha, príncipe e princesa. Se me falarem que parte de meu imposto vai para a família de Dom Pedro eu dou os meus saltos.

Bj

Anônimo disse...

Martha,

vou te presentar com o LP n°1 do "Descendo o Morro", do Roberto Silva, gravado em 1958. Ele, por acaso, é conhecido como o "Príncipe do Samba". E com toda justiça. Tenho absoluta certeza de que você adotará vários samabas para suas apresentações.

Vila

Anônimo disse...

Martha,

Esqueci de dizer que perdi seu endereço. Escreva-me.

Vila

Martha disse...

Vila, também não estou encontrando o seu.
Vou escrever o meu email aqui e vc me escreve: martharb@terra.com.br