domingo, 15 de maio de 2011

O primeiro concurso público a gente não esquece

Esta nova etapa da minha vida está me ensinando coisas novas, até a fazer concurso público.
Confesso que fiquei com de vergonha de contar que ia fazer o concurso do TRT e receber cobranças. Ou então entrar naquele papo de "não estudei nada". Sempre critiquei quem faz isso, mas nada como um dia depois do outro, mesmo?
Gostei da minha primeira experiência de concurso, apesar de ter me causado dissabores (como não poder ir a Cáceres ver o Festival Internacional de Pesca Esportiva ou recusar um convite para sair no sábado à noite).
Encarei tudo na maior esportiva: o estudo de ontem (o único dia que tirei para estudar) e a prova. Tinha muita gente (não sei quantos candidatos fizeram a prova na Unic) e, para não encarar o engarrafamento muito tempo deixei o carro bem longe. Por incrível que pareça não tive que dar dinheiro para guardador.
No caminho fui conversando com uma moça que estava fazendo o concurso como treinamento já que ainda não concluiu seu curso superior. Chegando à universidade, encontrei três amigos da área de Comunicação e constatei que minha sala era no primeiro bloco. Enfrentei uma filona para o banheiro sem muita necessidade porque depois descobri que a gente pode ir durante a prova (tomo muito água e saí duas vezes para ir ao toalete acompanhada da fiscal).
Na hora de entrar na sala, tive que tirar as coisas da bolsa para que fosse ensacada e lacrada. Acabei esquecendo de tirar algumas coisas importantes como meus óculos para perto e minha balinha Tic-Tac. Mais tarde, quando recebei o material de prova, tive que pedir ao fiscal para pegar meus óculos. Ele foi legal e anunciou solenemente: "Pessoal, estou abrindo a bolsa desta senhora para pegar seus óculos".
Na sala, muita tensão. Ninguém falava, ninguém se mexia até começar a distribuição das provas. Quando começaram a distribuir a folha de resposta, uma moça questionou por que elas não estavam num envelope lacrado. Tensão geral. Os dois fiscais questionados resolveram apelar para a coordenação e, enquanto a responsável não vinha, houve controvérsia na sala. A maioria estava injuriada e queria que a prova começasse logo e só mais uma pessoa se colocou a favor da xará questionadora.
Resolvido o impasse (a coordenadora disse que só o que vem no envelope lacrado é a prova e uma das moças disse que iria enviar uma reclamação; chegou a rolar um clima de discussão entre ela e outra candidata), a distribuição começou.
Descobri ene combinações com o nome Marta e fiquei tensa porque a minha vez nunca chegava. Veio Marta Regina, Martha não sei o que com vê, e nada de Martha Rita. Fui praticamente a última a receber a folha de resposta e a última a receber a prova. Ou todas as outras Martas não tinham h no nome ou a distribuição é feita também pelo critério de carreira escolhida. Sei lá.
Quanto à prova propriamente dita, a de língua portuguesa foi legal: três textos, sendo dois longos e um curto; o primeiro era sobre a obra de Sérgio Buarque de Hollanda, o segundo um texto do próprio Sérgio e o terceiro de Voltaire. Consegui responder tudo com certa facilidade e bastante convicção na maioria das questões.
Na segunda parte começou meu suplício. Não fui exatamente bem em Gestão Pública, embora não tenha achado difícil a prova para quem estudou e domina mais o tema, e fui bastante ruim na matéria específica. Sou péssima em teorias da comunicação, ruim em legislação e muito ruim em temas que não dizem respeito à prática do jornalismo impresso. Em outras palavras, sei fazer o trabalho de jornalista na prática graças ao que aprendi em jornal e revista, e ponto final.
O que ficou de tudo? Foi uma experiência legal e, se eu fizer outro concurso semelhante, vou estudar Comunicação (pelo menos as teorias). Aprendi também que a gente não deve marcar o gabarito com caneta de cara porque às vezes a gente se arrepende da resposta e não tem como voltar atrás.
Mas valeu! Agora é esperar o gabarito.
Uma observação, com todo aquela multidão para prestar concurso não vi um agente de trânsito ou um policial militar nas imediações da Unic.

2 comentários:

Dete disse...

Legal, Martha. Vou ficar torcendo por voce. Bjs

Rose Domingues disse...

Eu já havia lido seu texto sobre o concurso. Tive impressões parecidas com as suas. Gosto realmente da ideia de trabalhar no TRT, tem tudo a ver comigo, é um sonho para mim, talvez isso justifique a tristeza que estou sentindo hoje. Mas não vou desistir Martha. Gostaria que existissem mais vagas para jornalistas nos concursos, assim nós teríamos chances sempre de conseguir vaga na nossa área e em instituições como o TRT, sérias. O TRT é meu sonho, área do trabalho, da justiça social, combate ao trabalho escravo, infantil, tem o comitê pró-infância, enfim, é o lugar dos meus sonhos. Amanhã é um outro dia. bjos