terça-feira, 30 de junho de 2009

Assis Valente

No domingo assisti ao espetáculo em homenagem aos 100 anos de Carmem Miranda, que fez parte do Circuito Cultural do Banco do Brasil. Diga-se de passagem que a programação estava interessantíssima, mas eu quase não pude desfrutar dela por problemas pessoais que não vêm ao caso.
A apresentação foi linda, super alto astral, com ótimos cantores (Eduardo Dusek e Rita Ribeiro), músicos fantásticos e um apresentador, cujo nome não me recordo, que ia contando a historinha por trás de cada música, com bom humor e muita propriedade.
De tudo que contou o que mais me impressionou foi descobrir que o compositor Assis Valente - aquele de "Camisa listrada", "Uva de caminhão" e "Brasil pandeiro" - suicidou-se. O apresentador deu a entender que a morte do compositor teve a ver com a ida de Carmem Miranda para os EUA, afinal, ela era uma das melhores intérpretes de suas canções mas leio na wikipedia que ele se matou por causa de dívidas. Uma coisa, obviamente, não exclui a outra. Achei muito triste que um compositor tão talentoso e até hoje lembrado em inúmeras rodas de samba tenha tido um final tão melancólico.
Agora sempre que ouvir e cantar suas músicas vou me lembrar dele com uma pontinha de tristeza.
Por outro lado, aprendi que Sinval Silva, autor do samba "Adeus batucada", outro grande sucesso da Pequena Notável, era motorista da cantora e lhe apresentou essa obra-prima do samba quando exercia o seu ofício. O apresentador do show contou que esse samba é considerado uma espécie de despedida de Carmem do público brasileiro. Vou ao google e descubro um vídeo fantástico no YouTube (http://www.youtube.com/watch?v=-fWtoHDdWz8) mostando cenas do velório da cantora ao som de "Adeus batucada".
E a gente fica só falando de Michael Jackson ...

3 comentários:

imagensempauta disse...

martha,
adorei o programa.
boa viagem, depois vamos comemorar. beijos.
diego

Terezinha Costa disse...

Oi Martha,
aí vai mais uma coisa surpreendente sobre Assis Valente: na primeira vez em que ele tentou se matar, foi saltando do Corcovado. Ficou preso numa árvore e foi resgatado pelos bombeiros. Toda vez que vou ao Corcovado e me debruço na amurada, lembro disso! Na segunda vez, ele tomou guaraná com formicida.
Existe uma boa biografia dele, publicada pela Funarte nos anos 80.
Aliás, pra você que é tão ligada em música, recomendo os livros dessa série da Funarte. São biografias de alguns grandes nomes da música brasileira, como Pixinguinha, Custódio Mesquita e Geraldo Pereira.
Beijo
Terezinha

Martha disse...

Valeu a dica!
Estou louca pra ler a biografia da Carmem Miranda, escrita pelo Ruy Castro, mas vou esperar minha irmã de Brasília terminar de lê-lo para me emprestar.
Há poucos meses li o livro sobre a Leila Diniz do Joaquim Ferreira dos Santos. Muito bom!
Bjs