quinta-feira, 1 de março de 2012

Na fila do INSS

Hoje encarei a fila do INSS.  Assim que perdi meu emprego na revista Produtor Rural, no segundo semestre de 2010, fui à agência do INSS para levantar minha situação em termos de aposentadoria.
Fiquei encantada com o tratamento e a informação recebidos. Agendei minha consulta pela internet, o atendimento foi super rápido e fiquei sabendo que tinha exatos 29 anos, três meses e 14 dias. Como alguém me alertou que poderia dar problema pagar o carnê como contribuinte individual enquanto recebia o seguro desemprego, esperei passar esse período para completar meu tempo de serviço e poder entrar com o pedido de aposentadoria.
Acabei me enrolando para retomar o pagamento e, em junho, comecei a trabalhar no jornal Diário de Cuiabá, com carteira assinada. Fiquei feliz com a possibilidade de voltar a contribuir para a Previdência através do desconto na folha. Como essa parte trabalhista era meio confusa no jornal e ainda tinha a eterna insegurança quanto ao pagamento do salário, acabei pedindo demissão em novembro.
Em janeiro, voltei ao INSS para uma nova consulta e, mais uma vez, foi tudo ótimo: atendimento rápido e eficaz. O funcionário me informou que com apenas um mês como contribuinte individual eu poderia requisitar meu benefício, já que constava no sistema o pagamento do Diário por cinco meses.
Hoje, finalmente, fui ao INSS entrar com o pedido, munida de todos os documentos solicitados: as comprovações do tempo de serviço em órgãos públicos (Unemat, Prefeitura de Cáceres, UFMT e Seduc). Deu trabalho e levou tempo juntar tudo.
Para minha decepção, apesar de ter agendado o meu atendimento, demorou 40 minutos para eu ser atendida e mais uma hora para a funcionária verificar tudo, com uma fisionomia carrancuda. No final das contas, ela se enganou nas contas. Disse que não ia precisar comprovar o tempo no Diário (ainda não consegui retomar minha carteira de trabalho porque a única funcionária do RH nunca está la quando ligo) e me mandou tirar fotocópia da carteira antiga (que tem minha história profissional até a década de 1990).
Quando voltei lá para entregar as fotocópias, ela me disse que eu tinha que aguardar que finalizasse o atendimento. Esperei pacientemente por uns 40 minutos, aí fui falar com ela de novo: que precisava trabalhar, que estava com fome, que estava lá desde 7h15. Ela procurou alguém para receber as cópias, mas disse que todos estavam ocupados e me mandou esperar.
Obedientemente eu me sentei e esperei mais meia hora. Eu não tinha levado livro, revista, biscoito, nada, porque estava confiante na agilidade do atendimento. Fui ficando nervosa e acabei chamando um funcionário que parecia superior à moça e lhe perguntei se não podia só receber minhas cópias porque eu precisava muito ir embora, etc, etc. Ele recebeu. Saí de lá às 10h45m.
No período da tarde, alguém me ligou do INSS dizendo que meu tempo de contribuição não chegava a 30 anos (faltava ainda uns dois meses) e perguntou se eu queria me aposentar com o benefício proporcional. Eu disse que não e questionei a conta. Indaguei o nome da funcionária e era a tal que tinha me atendido de manhã. Eu perguntei sobre o tempo de serviço no Diário de Cuiabá e ela disse que não tinha sido computado porque eu não levei a carteira de trabalho atual. Respondi que, nesse caso, vou levar a carteira (já devidamente fotocopiada para não ter que aguardar duplamente). Ela me disse que tenho que passar lá amanhã para buscar "a exigência" do documento. Ou seja, ela vai dizer que meu processo não pode ser deferido porque falta um documento e eu terei que ir lá, aguardar sei lá quanto tempo para pegar sei lá o quê.
Vou ver se consigo antes localizar a funcionária do Diário de Cuiabá para resgatar minha bendita carteira e matar dois coelhos de uma cajadada só.
É, o atendimento do INSS melhorou, pero non mucho.

3 comentários:

Chorik disse...

Não sei se me espanto mais com você já "aposentando" ou em perceber que o INSS continua burocrático, desinformatizado e malpreparado. Vou no INSS daqui pra checar. Bj e boa sorte!

Martha disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Martha disse...

Pois é rapaz! Vou fazer 56 anos em junho e tenho 30 anos de contribuição! Ontem, por acaso, assisti uma reportagem sobre o assunto no Jornal Nacional e constatei que em todos os outros países (se a materia está correta) inexiste essa possibilidade de se aposentar antes dos 60 anos. Tenho amigos da minha idade que já se aposentaram ou estão se aposentando. Quase todos naturalmente continuam trabalhando, já que é difícil viver da aposentadoria para simples mortais como eu.