sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Pós-encontro Parte Final (por enquanto)

Ainda é difícil para mim tratar de outro assunto que não seja o Encontro da Família Baptista. Talvez na próxima semana eu me sinta mais motivada a comentar outros temas.
Já voltei à vida real, mas é como se ainda estivesse pisando num terreno meio etéreo. A cabeça está no ar e tenho que fazer um esforço redobrado para escrever matérias e lidar com assuntos cotidianos.
Não quero dizer com isso que tudo foi perfeito. Durante os dias passados em Campo Grande, tive que lidar com algumas dificuldades internas, que comecei a compartilhar hoje com a minha terapeuta. Isso é uma novidade que não contei aqui: estou frequentando o consultório de uma psicóloga através da Unimed, sem custo algum. O que parecia uma alternativa não tão atraente a princípio (como fazer terapia sem escolher o terapeuta?) acabou se tornando uma surpresa maravilhosa. Estou adorando a minha terapeuta e ela tem me ajudado muito a me conhecer melhor (nessa altura do campeonato ainda tenho que lidar com muitos pontos obscuros).
Voltei do encontro familiar com a sensação de não ter conversado suficientemente com todo mundo, mas talvez isso não fosse possível ou mesmo necessário. Mas é claro que queria ter conseguido dizer para cada uma das pessoas presentes (e para os ausentes) o quanto eram especiais para mim e quanto me deixava feliz poder compartilhar com elas aquele momento. Acho que eu deveria ter escrito um texto, mandado imprimir e distribuído para cada um, já que tenho dificuldades para expressar minhas emoções oralmente.
Outra coisa que percebi e gostaria de compartilhar é quanto nós, da família Baptista e mesmo os agregados, somos amorosos com nosso filhos e netos e bisnetos. É uma coisa das mulheres, mas os homens da família, eu me dei conta, são ótimos pais (e tios e avôs, em geral). Isso fez com que houvesse uma preocupação desde o início do encontro com a diversão e o bem estar das crianças e pré-adolescentes. Como já disse no post anterior, acho que eles se divertiram muito e não se esquecerão tão cedo dessa festa.
Em alguns momentos do encontro oficial (no domingo) muita gente - os mais velhos, as crianças, sem falar na turma dos enta que não parou de dançar - dançou e dava para sentir nos movimentos de muitos aquela alegria descompromissada. Ninguém estava preocupado com que os outros iriam pensar.
Eu me lembro de um momento em que cantei ("Foi um rio que passou em minha vida" de Paulinho da Viola) e dava para sentir a energia boa do pessoal dançando e cantando junto.
A família é uma coisa bacana e é bom demais saber que posso contar com a minha.


Minhas irmãs: da esq. para dir, Lila, Nancy (cunhada), Anna Maria, Junilza, July, Jandira, Jane e eu.
A ideia era fazer uma escadinha e Nancy entrou no lugar do meu irmão, Zezinho, falecido em 1987.


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