sexta-feira, 23 de abril de 2010

Tristeza, por favor, vá embora!

Tenho tantos pensamentos diferentes na cabeça que não sei por onde começar ... Algumas pessoas que me conhecem (e leem meu blog) já perceberam que estou deprimida. Estar deprimida não é uma opção ou decisão, e é difícil reconhecer esse estado. Dá uma sensação de fraqueza, de ter jogado a toalha antes do apito final do juiz.  
A partir do que tenho lido, ouvido e vivido, não sei se devo ir a um psiquiatra (para tratar um suposto problema mental), a um ginecologista (para cuidar de um suposto problema hormonal) ou a um centro espírita  ou outra coisa no gênero (para buscar respostas para minhas questões espirituais).  
Acabei de ler uma mensagem enviada por um amigo que fala sobre depressão e diz que a gente deve fazer as coisas por amor. "Ame o próximo como a si mesmo" - é o ensinamento básico da religião cristã. 
Por que eu me deixo abater pela culpa, pelo arrependimento, por que me mantenho tão atrelada ao passado, que nem sempre foi um poço de felicidade? Por que não consigo planejar meu futuro? Por que tanta tristeza? 
"Tristeza, por favor, vá embora/
Minha alma que chora
Está vendo meu fim
Fez do meu coração a sua moradia
Já é de mais o meu penar
Quero voltar àquela vida de alegria
Quero de novo cantar"
O velho samba de Haroldo Lobo e Niltinho, que embalou a minha infância e adolescência,  me vem à cabeça em forma de oração. E já que falamos em samba, não estou assim tão deprimida porque consigo me alegrar com o projeto familiar de passar o próximo carnaval em Corumbá (MS) - cidade natal de grande parte da família e cenário de um dos mais animados carnavais do Brasil. Tenho um lado carnavalesco, festivo, que adora cantar e dançar, mas que fica meio subjugado pela culpa e a obrigação de trabalhar, ganhar dinheiro, etc. 
É engraçado: não consigo imaginar minha vida sem trabalho, mas não estou conseguindo curtir o meu trabalho, usufruir do lado bom dele (lado ruim sempre vai ter em qualquer lugar ...). Por isso, retorno ao ponto inicial: preciso procurar ajuda especializada, não é?
A propósito, acabei de me lembrar que hoje é Dia Nacional do Choro, em homenagem à data de nascimento de Pixinguinha. Um motivo a mais para eu sair dessa fossa, certo?

Um comentário:

Jane disse...

Há momentos na vida em que não há toalha para se jogar, não há juiz para apitar. Só existimos nós com nossas fraquezas, inseguranças, tristezas, culpas, arrependimentos, mas tb com nossos amores, amizades, sucessos, esperanças, alegrias, felicidades...
Repare q nesse samba o poeta pede que a tristeza vá embora, mas permitiu q ela usasse o seu coração como moradia. Contra isso, temos a obrigação de lutar. Temos q ter cuidado com o usucapião.
-Que fazer? -Ir a um psiquiatra, a um ginecologista, a um centro espírita? Por que não?
É melhor do q essa eterna preocupação com o planejamento do futuro. Qdo vc ler o q estou escrevendo, o futuro deste momento já será passado. Bj.