sexta-feira, 16 de abril de 2010

Quimera

Minha viagem ontem, pelo interior de Mato Grosso, foi meio abortada. Passei mal. Só de me lembrar da estrada fico com meu estômago embrulhado. 
Na hora fiquei muito deprimida. O que eu mais gosto no meu trabalho é viajar! Como vou ficar se não puder viajar? Mas, segundo o médico com quem me consultei no final da tarde, o problema não é simplesmente o movimento do carro e sim o estresse (da vida) associado. 
Então, tá ... Mas, como me livrar do estresse?  Por mais que você queira relativizar, quando você não está legal só consegue ver o lado ruim da situação.  É como eu disse para minha irmã (a nº 7) à noite: nesses momentos pensar em que está pior do que eu não é consolo e sim mais um motivo para eu me sentir pior. Se eu que estou "bem", estou me sentindo assim, imagine se eu estivesse na situação do outro! Enfim, hoje, talvez fosse um daqueles dias em que eu não deveria escrever. 
A vida é bela, o céu está azul (em Cuiabá), minhas filhas são lindas e saudáveis, tenho família e amigos maravilhosos que me amparam nos momentos difíceis. Certo? Sim, mas o duro é quando você olha para si própria e não consegue ser gentil e benevolente consigo mesma. Quando você deixa de ser sua amiga e sente, nem que por alguns instantes, desprezo por ser tão tola, inocente, e ainda ter essas crises adolescentes nessa altura do compeonato. A maturidade é uma quimera. 

Ps. Andei tão desanimada nos últimos dois dias que acabei me esquecendo de contar uma coisa bacana. Na terça-feira passada, para minha surpresa e alegria, o pátrio do Morro do Seminário estava mais iluminado quando cheguei para o ensaio do Cantorum. Tem dois pontos de luz poderosos que voltaram a cumprir sua função: iluminar o caminho de quem chega à Igreja de Nossa Senhora do Bom Despacho ou ao Museu de Arte Sacra, que funciona ao lado e onde acontecem os ensaios semanais do meu coral. 

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