quinta-feira, 14 de junho de 2012

Tempos modernos

Com todo respeito aos que me enviaram mensagens de aniversário via Facebook, gostaria de comentar um aspecto destacado ontem por Bernadete, amiga de longa data e blogueira.
Poucas pessoas hoje em dia usam outros meios para felicitar alguém que não seja a rede social. É bem verdade que se não fosse pelo Face muitas pessoas não se lembrariam de nosso aniversário (o Face faz esse papel) e outras, mesmo que se lembrassem, talvez não tivessem condições de enviar algum tipo de cumprimento por causa da distância ou da falta de tempo.
Eu mesma já estou nessa. Chega aniversário de alguém e a gente se esforça para ser criativo na mensagem do Face: algumas variações em torno de "Tudo de bom", "Parabéns", "Felicidades", "Muito amor, paz, sucesso, etc".
Hoje a gente conta nos dedos os amigos que moram na sua cidade e telefonam para desejar um feliz aniversário.  É tão mais fácil mandar uma mensagem via celular ou Face!
Conto nos dedos quantos me ligaram ontem ou mandaram uma mensagem um pouco mais personalizada.
A verdade é que estamos todos correndo demais, mecânicos demais para nos alongarmos em qualquer forma de contato.
Antes, quando eu era menina, ou melhor, até o final dos anos 80, a comunicação era feita por cartas e eu ainda conservo algumas que recebi de amigos (inclusive, de Dete) e uma carta muito especial: a primeira e única que recebi de meu pai (ele morreu quando eu tinha 5 anos e meio). Muitas cartas eram deliciosas e sorvidas com prazer entre minhas idas e vindas do Pantanal. Eu também gostava de enviar cartas quilométricas.
Nos anos 90, a internet chegou a Cáceres (MT) e a comunicação passou a ser feita prioritariamente por email. Eu trocava longos emails com meus amigos e ficava numa ansiedade imensa tentando guardá-los como fazia com as cartas em papel, mas, no final, acabava deletando tudo. Isso quando o próprio computador não resolvia o "problema" do armazenamento por mim, apagando tudo.
Não adianta, sou muito apegada a lembranças: fotos antigas, cartas, bilhetes. Quando tem aquelas reportagens sobre enchentes devastadoras, sempre fico me imaginando no lugar daquelas pessoas que, de  uma hora para outra, se veem desprovidas de abrigo, roupas, documentos e lembranças. Deve doer muito!


3 comentários:

abreu. cca disse...

Sou uma das pessoas que não te ligou, mas mandou mensagem pelo facebook.rs Concordo plenamente consigo, cada vez mais tentamos correr atrás do tempo (nos dando a ilusão de estarmos ganhando-o). Sabado, 16.06, estive em Acorizal a trabalho. Cheguei lá bem cedinho e fui tomar um café na padaria da cidade. Tive uma conversa gostosa com a dona, que se mudou há 5 meses para lá vinda de um estado vizinho. Veio em busca de qualidade de vida, de sossego e paz. E, vem encontrando esse prazer em Acorizal. Lugar simples, onde as pessoas se conhecem, se cumprimentam pelo nome, andam muito a pé ou de bicicleta. Onde o tempo parece não ter pressa como aqui (na capital) e, segue mais lento...tendo toda uma vida pela frente...Um abraço. Cláudia Abreu.

Martha disse...

A gente está correndo demais . Pra aonde? Obrigada pelo comentário!

Rose Domingues disse...

Querida, quero me desculpar porque não tenho entrado muito no face e eu acho que não devo ter entrado no dia do seu aniversário, uma pena, você é uma pessoa muito especial, que eu admiro muito, felicidades é o que desejo, muitas felicidade, paz, harmonia, que Deus a abençoe, bjão, quando voltar do Rio vamos colocar o papo em dia. Eu sou muito atarefa, meus filhos ainda estão naquela fase em que precisam muuuito de mim, mas olha, você mora no meu coração. bjos, Rose