sábado, 28 de abril de 2012

Coisas simples

Você certamente já ouviu alguém dizer: nada como um dia depois do outro. Pois é. Ontem, no final da tarde, eu estava muito triste sem um motivo concreto. Cheguei em casa, minha filha me deu o recado de que minha amiga não poderia sair comigo e eu fiquei triste por um lado e aliviada por outro, já que estava meio desanimada.
Cheguei a enviar mensagem para outra amiga para ver se queria ir ao Chorinho, mas não deu certo e sosseguei. Acabei ligando para uma de minhas irmãs, torcendo para que estivesse em casa. Ela estava e batemos um longo e gostoso papo, falando de tudo e de todos, inclusive, de nós (mais de mim do que dela).
Assisti ao final do "Globo Repórter" (muito legal, estou apaixonada pelo tema reciclagem) e depois tentei ver "Casseta e Planeta vai fundo", mas achei muito chato. Resolvi me deitar e acabei de ler "On the road" de Jack Kerouac. Adorei!
Tivemos muitos sonhos loucos durante a noite (talvez por influência das loucuras dos personagens do livro). Eu chegava numa casa onde estavam alguns amigos e me sentia como um peixe fora d´água, porque eles eram muito loucos, muito livres.
Fiz coisas desimportantes pela manhã, almocei com minha filha mais velha, passei no supermercado para as comprinhas de sempre, e me senti estranhamente feliz. Ufa, que bom!
Já falei tanto, mas eu quero mesmo é mais uma vez agradecer a família maravilhosa que tenho: irmãos, cunhados, sobrinhos, sobrinhos netos e filhas, é claro, mas a turma que vai se agregando aos poucos.
Hoje, uma de minhas irmãs mais velhas, Anna Maria, faz 80 anos. Falei com ela há pouco por telefone e, mais uma vez, Anna Maria falou sobre como é gostoso ter uma família como a nossa, onde todas as irmãs se preocupam e querem o bem da outra. É verdade: podemos ter nossas diferenças de idade, religiosas, culturais, comportamentais, mas ninguém fica perturbando ninguém ou censurando. Você sente que todo mundo está sempre querendo o seu bem mesmo que você não trilhe os mesmos caminhos.
Por isso, hoje esse post bem estilo diário mesmo é dedicado a você, Anna Maria, que largou sua casa para cuidar de minhas filhas há 15 anos quando passei 40 dias nos Estados Unidos a convite do Rotary Club de Cáceres, numa viagem de intercâmbio. Você e Junilza, minha irmã de Brasília, foram 10!
Desejo a você muita saúde, paz e sabedoria para continuar seu caminho. Espero revê-la em breve!

Um comentário:

Rose Domingues disse...

Família é algo extraordinário mesmo, não é? Eu fui abençoada com pessoas que me amam muito e do jeito delas me fizeram ser quem sou hoje. Aconteceram muitos erros e desencontros, mas jamais faltou amor, carinho, sou muito grata também Martha! bjão querida, fica com Deus, você e sua linda família :D