sábado, 23 de janeiro de 2010

A farra do ônibus


Uma das passagens mais divertidas das minhas férias no Rio de Janeiro aconteceu na virada do Ano, que teve momentos super legais e outros nem tanto.
Quando a grande família e agregados decidiu ir ver os fogos na Avenida Atlântica já era bem tarde e até juntar a galera toda (cerca de 30 pessoas entre 5 e 72 anos) levou um bom tempo.
O jeito, segundo os especialistas de plantão (Lourenço e Dudu), foi pegar um ônibus na Visconde de Pirajá. Levamos algum tempo para embarcar no ônibus e lá fomos super bem recepcionados pelo trocador (na foto, com Bel, uma das mais animadas da nossa comitiva), que simplesmente a-do-rou aquela família maluca que invadiu seu local de trabalho minutos antes da virada do ano.
Ele cobrou o dinheiro da turma (há controvérsia se acabou levando algum a mais ou se ficou no prejuízo), tirou fotos com a galera, chamou a dona Maria (Bel) para fazer discurso do púlpito (o lugar do cobrador), enfim, curtiu e participou da farra.
Quando estávamos a umas três quadras da Atlântica e o trânsito começou a engarrafar, os comandantes da comitiva mato-grossense/sul-mato-grossense/carioca/canadense/mineira decidiram que era melhor descer e continuar a pé. Tivemos que "correr" para chegar na esquina da Francisco Sá com Atlântica a tempo de ver os fogos, que praticamente não vi porque fiquei "cuidando" de minha filha mais velha que descobriu de repente que seu pé estava sangrando muito. O corte felizmente foi pequeno, mas o susto foi grande. Os bombeiros de plantão nessa esquina foram uns amores e fizeram um pequeno curativo no pé da Diana, que voltou correndo para curtir o início de mais um ano. A propósito, terminou a noite descalça e triste pela perda das sandálias novas e douradas na areia da praia de Ipanema. Milagrosamente, as sandálias reapareceram inteiras por volta de 9h do dia 1º pelas mãos de Bel - a heroína da noite.
Este texto é uma forma de registrar esse momento tão especial e uma homenagem ao cobrador, cujo nome não sei. Desejo que 2010 esteja sendo um bom ano para ele, cuja alegria foi contagiante naquele momento em que todo mundo deseja estar junto de alguém que ama e ele não teve o menor pudor de se integrar - nem que fosse por alguns momentos -a uma família que lhe pareceu tão feliz, unida e louca. É também uma homenagem a Bel, com quem já passei muitos réveillons e cuja alegria é sempre muito bem-vinda. Torço para que 2010 lhe traga muitos motivos para sorrir e comemorar.

2 comentários:

Dete disse...

Martha,
Morri de inveja qdo soube dessa farra. Que bom ver você de volta ao blog. Estava com saudades dos seus posts.
Bjs,
Dete

Eugênio disse...

Eu também.