quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Água!

Uma nota rapidinha antes de eu ir embora para casa (são quase 18h30m e trabalhei duro hoje). Acabei de ler uma mensagem enviada por Bel (sobrinha, amiga e escritora) sobre a importância do consumo da água para nossa saúde. Para mim, não chega a ser uma grande novidade. Eu bebo muitos copos de água e fico alucinada se não puder bebê-los. Sou do tipo que leva água pro quarto e não a substituo por outros líquidos tipo suco, refrigerantes. É claro que adoro cerveja, mas aí não é substituição, é vontade de beber mesmo.
A grande revelação para mim após ler a mensagem é a de que finalmente descobri uma grande lição que deixei pra minhas filhas: a arte de beber muita água. As duas são consumidoras de água em grande quantidade e lá em casa nunca teve essa história de ficar substituindo água por coca-cola ou outras bebidas artificiais.
Viva a água! Morro de pena de quem passa sede, mas morro também de pena de quem diz que não se lembra de beber água. Geralmente essas pessoas acabem tendo problemas de infecção urinária ou pedras nos rins. Não sei o que é pior: passar sede involuntariamente ou se privar de uma coisa tão importante voluntariamente.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Ainda sobre a viagem

Pessoal, ficando velha! Ainda estou podre da viagem ... Agora, por exemplo, acabei de chegar da aula de yoga (uma delícia), tomar banho (está um calor de cão) e estou morrendo de sono. Também pudera: se eu estivesse na Europa (como há alguns dias) agora seriam 2 h da madrugada! Não é pirante?
Aos poucos, vou entrando nos eixos. É claro que o clima não ajuda. É complicado viver em Cuiabá em setembro. Hoje, quando saí do trabalho, no final da tarde, a cidade estava cinza. Tão feinha, coitada! Meus olhos ardem, minha cabeça pesa.
Mas, vamos lá.
Nem sei como resumir minha viagem à Alemanha. Estou trabalhando na matéria para a revista, onde vou tentar sutilmente passar minhas impressões. O fato é o seguinte: a Bayer CropScience, uma das empresas da Bayer (aquela da Aspirina e do slogan "Se é Bayer é bom") é uma gigante do setor de agroquímicos. Isso quer dizer fungicidas, herbicidas, inseticidas, enfim, todos os "cidas" usados para matar bichinhos e plantas que atrapalham de alguma forma a lavoura. Eles trabalham com o tratamento de sementes e com a pesquisa e desenvolvimento de novas variedades de sementes (convencionais e transgênicas). É um império medido em bilhões de euros e com interesses fortíssimos no Brasil que é, como dizemos no jargão do jornalismo do agronegócio, um importante "player" no mercado mundial de alimentos e energia.
Traduzindo em miúdos, tem altos interesses e muita grana investida nisso tudo. Se a gente quiser olhar pelo lado ruim, podemos falar em toneladas de agrotóxicos sendo usadas em imensas lavouras mundão afora. Se olharmos por um lado mais pragmático, vamos ver uma empresa e seus investidores ganhando dinheiro com a produção de mais alimentos e energia para a população mundial. Afinal todos gostamos de comer e andar com nossos automóveis.
O impressionante para mim é ver o quanto a Bayer investe na mídia. Afinal éramos 40 jornalistas latino-americanos (do Brasil, Argentina, Uruguai, Chile, México, Colômbia, Equador, Peru, Venezuela, etc) sendo transportados, hospedados e alimentados para prestigiar uma entrevista coletiva anual do presidente do Conselho de Administradores da Bayer CropScience. Conhecemos superficialmente a sede da empresa em Monheim na Alemanha e visitamos a planta de biotecnologia na Bélgica. O resto do tempo foi empregado em jantares, almoços, algumas horas de estrada e muitíssimas horas de vôo.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

De volta à rotina

Hoje estou zonza de sono e não vou conseguir atualizar meu blog como "il faut". É impressionante como essa história de (con) fuso horário deixa a gente tonta. Passei cinco dias olhando o relógio (não consigo mudar a hora do meu velho e bom relógio) e tendo que acrescentar seis horas para me situar no tempo. Era horrível porque ficava sempre imaginando o que estaria acontecendo se eu estivesse no Brasil, mais precisamente em Mato Grosso. Tipo: é meio dia aqui (na Europa) e são 6h da manhã em Cuiabá, portanto eu ainda estaria dormindo e assim por diante.
Desde ontem é o contrário: olho o relógio e fico imaginando o que estaria fazendo se ainda estivesse na Europa. Agora, por exemplo, eu estaria na cama, dormindo, por isso estou morrendo de sono e tenho que ir ao ensaio do coral daqui a pouco. Faltei o ensaio na semana passada e é inadmissível faltar dois ensaios seguidos.
Portanto, guardarei para amanhã ou depois minhas histórias de viagem ....

sábado, 6 de setembro de 2008

De volta ao aeroporto de Madri

Amigos, estou aqui de novo no aeroporto de Madri, correndo para atualizar os emails e ainda dar um pulo no freeshop pra gastar umas moedas em euro que sobraram.
Está tudo bem. Depois conto mais sobre a viagem. Amanha estarei em Cuiabá se tudo correr bem (há de correr).

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Na Alemanha

Finalmente cheguei a Alemanha, depois de mais de 24 horas de viagem. Nao deu pra conhecer a cidade direito (Colonia), mas deu pra estranhar o teclado e sentir que o verao deles e o nosso inverno em Cuiaba (pelo menos a noite).
A cidade e interessante. Acabamos de voltar de um jantar com jornalistas do mundo inteiro, onde so conheci um argentino, um peruano, um indiano meio maluco e um suico (nao encontrei o cedilha nem o til). Vou dormir agora depois de nao sei quantas horas acordada (estou confusa).
Ah esqueci de contar que estou a alguns passos da famosa catedral que provavelmente so vamos conhecer no sabado de manha, ja que amanha seguimos viagem pra Monheim (onde acontecera a coletiva da Bayer) e Ghent na Belgica.

No aeroporto de Madri

Nao tenho muitas novidades, por enquanto. Estou no aeroporto de Madri, à espera de nossa conexao pra Dusseldorf, de onde seguiremos de ônibus pra Colônia.
Nossa viagem está meio atrapalhada. O vôo da Iberia atrasou muito na saída de Guarulhos e por causa disso perdemos nossa conexao pra Colônia. Foi frustante porque tínhamos um city tour programado e nao pudemos fazer grandes coisas em Madri, além de vagar como zumbis pelo imenso aeroporto. Como estamos em grupo, eu me abstive de pensar e segui nossas "líderes", no caso, as assessoras de imprensa da Bayer CropSciense, nossas anfitrias.
Meu teclado é espanhol e nao consegui achar o til.
O nosso tempo em Madri era pouco pra arriscarmos uma ida à cidade, mas foi suficiente para lidarmos com uma certa aspereza do serviço de imigraçao e a falta de informaçoes da empresa Iberia, responsável pelo atraso.
Mas nao posso reclamar: viemos na primeira classe e estamos desfrutando do conforto da sala vip, com direito a café, petiscos e internet de graça.
Hasta la vista, amigos.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Em Guarulhos

Estou no Business Center do Hotel Caesar Business em Guarulhos. Chegamos ontem por volta de 22h e não há muito o que fazer até a hora do embarque para a Europa,que será depois do almoço.
Estou adorando estar aqui. Tomei café da manhã cercada por estrangeiros, uma babel de sotaques. Adoro isso! Tudo muito cool, chique, a não ser por um detalhe: a rádio do restaurante, onde jantamos ontem, só tocava a mesma música. Acredite se quiser! Hoje de manhã a primeira coisa que me chamou atenção foi a "música". Sou muito afetada pela música, pro bem ou pro mal.
E por falar em música, ontem no vôo eu me deliciei com um especial no rádio da TAM com a Fernanda do Patofu. Ela falou sibre seu CD solo em homenagem à Nara Leão. Maravilhoso! Por alguns momentos, como quando ela cantou "Lindonéia", meus olhos se encheram de lágrimas. Eu me senti muito feliz e pensei muito nas minhas filhas, com muito carinho e amor. Pensei também, é claro, no meu sobrinho, tema do posto anterior. Dizem que na vida nada acontece por acaso.. Queria ter essa certeza, mas às vezes temo que as coisas sejam meio aleatórias, o que me assusta bastante. Ou não?