quarta-feira, 18 de julho de 2012

Violência em Cuiabá

Acabo de ler que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso anulou a reintegração de posse de um terreno no bairro Humaitá, em Cuiabá.
A ação dos oficiais da Justiça e policiais militares aconteceu na semana passada e o resultado foi mostrado em rede nacional: várias pessoas, inclusive crianças, com hematomas e outros tipos de ferimento provocados por tiros com balas de borracha e cassetetes.
A ação foi condenada até pelo governador Silval Barbosa e o secretário-chefe da Casa Civil, José Lacerda.  Além da violência exacerbada, o que chama atenção no caso é que os oficiais de Justiça tinham uma liminar para a reintegração da área e não para derrubar as casas das famílias que moravam no local. Apesar disso, eles não só derrubaram os imóveis com máquinas como também usaram a PM para agredir quem se opunha à ação.
A notícia da anulação é boa e a condenação pública de quem cometeu a violência também é positiva, mas quem vai pagar pelos imóveis e objetos destruídos? Quem está pagando o tratamento (remédios e curativos) das pessoas agredidas? Sem falar do trauma provocado nas crianças que jamais será esquecido.
Outra notícia mato-grossense que chamou atenção nos últimos dias (mais uma forma de violência) diz respeito a mulheres que se infectaram após um procedimento estético numa clínica em Cuiabá (Plena Forma). As imagens das barrigas deformadas pelo inchaço e por feridas e pústulas foram chocantes e repetidas em vários telejornais locais, chegando ao noticiário nacional (jornal Hoje).
Fiquei com muita pena das mulheres que compraram o tratamento num site de compras coletivas, foram buscar a "beleza" e encontraram dor e horror. Mas acho que as pessoas são muito cegas quando o assunto é tratamento de beleza e permitem que se façam tratamentos invasivos (com o uso de agulhas) sem a presença de um médico. O governo disse que montou uma estrutura para dar atendimento às vítimas, já que o tratamento será longo. Será que está funcionando?
Hoje, no elevador de um prédio comercial, conversei com um "amarelinho" (agente de trânsito da Prefeitura de Cuiabá) sobre outro episódio de violência recente. Um agente foi agredido covardamente por um motorista numa avenida movimentada da capital. O noticiário informou que o agente chamou atenção do motorista que trafegava na contramão e levou uma marretada na cabeça.
O agente que conheci hoje contou mais detalhes: disse que o colega advertiu o motorista por causa da contramão e da falta do uso de cinto de segurança e, quando ajudava uma senhora a atravessar a rua, foi agredido por trás pelo sujeito, que conseguiu fugir.  Mas ele foi identificado e é um engenheiro do Dnit, segundo o agente/fonte. O agente ferido registrou queixa e já voltou à ativa.
O episódio serve para mostrar como tem maluco dirigindo pela cidade. Vejo tanta gente fazendo besteira no trânsito e muitas vezes tenho vontade de sair xingando, mas não vale a pena: por trás de um volante sempre pode ter um psicopata como esse agressor do agente de trânsito.

2 comentários:

Rose Domingues disse...

Martha, eu também fico muito indignada com a questão do trânsito e às vezes até dou uma de louca porque buzino ou fico brava, mas também morro de medo porque existe sim muitos malucos 'armados' e doidos para matar alguém no trânsito. O melhor mesmo é ir e vir com 'vida', então, vale a pena a gente não revidar a falta de educação ou o mal, pois nossas vidas são preciosas. bjão querida!

Martha disse...

É isso mesmo, Rose! Tem hora que é difícil e tenho vontade de estangular algumas pessoas, mas temos que praticar a política da não violência no trânsito em prol de nossa própria sobrevivência.
Bjs