sábado, 1 de fevereiro de 2014

É impossível ser feliz sozinho


  


Não resisto a dar meus pitacos na novela "Amor à vida", de Walcyr Carrasco, encerrada ontem em grande estilo.




Achei o capítulo de ontem bem divertido, embora já soubesse como se desenrolariam algumas tramas principais (como a morte da Aline eletrocutada, por exemplo). Foi especialmente divertido assisti-lo ao lado de minha filha Diana e duas amigas de faculdade que vieram fazer trabalho aqui em casa. Além disso, Diana resolveu fazer um bolo a partir de uma receita da internet e é claro que sobrou para mim bater as claras, untar a forma e otras cositas mas. A propósito, o bolo ficou ótimo.
Adorei a decisão da Edith de não se casar com Herbert (que personagem chatinho e insosso), mas fiquei me perguntando: o que o "Tapete Persa" estava fazendo ali na cerimônia? E por que Edith, que vestiu 10 entre 10 noivas da novela, usou um modelito tão feio em seu próprio casamento?
Adorei a reviravolta na trama da Amarilys (como ela consegue ser chata!), que já estava pronta para dar o bote em mais um casal de gays bobinho. Mas também me pergunto: por que cargas d'água a Fura-Olho e seus dois amiguinhos estavam na cerimônia íntima de renovação de votos do casal que deveria ser o protagonista da novela?
E por falar em Paloma, por que ela não fez direto uma cesariana se sua gravidez era de risco? Se era para dar um gosto de tensão à espera de Bruno pelo filho (afinal ele perdeu mulher e filho no primeiro capítulo da novela), a cena não funcionou. 
E por que nossa nobre heroína acompanhou a filha na visita ao pai presidiário se estava correndo o risco de perder o bebê? Vamos combinar que uma ida a um presídio não é um programa muito indicado para grávidas em situação de risco.
Mais uma pergunta: quem cuidou do Hospital San Magno nesse período final? Paloma estava com uma gravidez de risco, Félix recusou o cargo de diretor, César ... 
Mas, nem tudo é verdade nas novelas. Ainda bem. Prefiro as novelas em que os vilões que não se arrependem são castigados do que aquelas em que eles se dão bem (lembram-se do final de "Passione", de Sílvio de Abreu?)  
Pelo menos na ficção, pessoas sem um pingo de remorso e compaixão como Aline têm que sair de cena.
Palmas para os vilões que se arrependem de seus atos de vilania e se tornam heróis, como o onipresente Félix.
Nem precisa dizer que "Amor à vida" será sempre lembrada como a novela de Mateus Solano, que deu um banho de interpretação como bicha má e bicha boa. Palmas também para Thiago Fragoso, que fez um "Carneirinho" doce e extremamente sedutor.
O beijo final deles não chocou, mas marcou posição como o primeiro beijo gay numa novela das oito global. O beijo foi quase angelical perto dos beijos calientes entre duas mulheres que vêm rolando logo depois no Big Brother. Uma das amigas da Diana nos fez rir com o comentário:
- Cadê a língua, Brasil?
A cena final obviamente foi linda e comovente. Que fotografia! 
Tenho só mais um comentário a fazer sobre "Amor à vida": a novela inovou em termos de comportamento, se perdeu em meio a tantas causas (alguns blogs já comentaram isso) e ratificou uma crença: "é impossível ser feliz sozinho". 
Vocês viram como todo mundo se arranjou no final? A Ordália voltou para aquele marido insuportável (para mim, o personagem de Fúlvio Stefanini foi o mais chato da novela); a nutricionista que apanhava do companheiro já saiu da delegacia com um novo bofe; o chatinho do Eron fisgou o novo cirurgião-chefe  e assim por diante.
Que eu me lembre só Amarilys, a bruxa má, e as crianças com menos de 15 anos ficaram sem par ...
Não acho que isso seja uma boa mensagem, mas, por outro lado, adorei o fato de que quem traiu acabou se danando. César, o grande conquistador, acabou bebendo de seu próprio veneno. A César o que é de César.

PS:  Nem preciso dizer que adoro novela .... Acho que é um hábito adquirido na pré-adolescência. Afinal, cresci numa época em que as telenovelas brasileiras se renovaram, rompendo com o padrão dos novelões mexicanos.
De lá para cá, houve muita novela memorável e muita bobagem, é claro. Não me considero uma escrava de novelas, mas curto chegar em casa e assistir a um capítulo, mesmo que seja criticando as falhas e excessos do autor. E tem mais um detalhe: sempre me prometo que não vou mais assistir à novela das oito da Globo quando termina uma.
Esse é meu plano novamente para segunda-feira: ando meio enjoada das tramas de Manoel Carlos e suas Helenas. Minha ideia é estudar em inglês com minha filha mais velha no horário da novela (ela ainda não sabe disso).


 

2 comentários:

Giana disse...

Comentei com o Dalton da gravidez de risco e a resposta dele é que nem toda a gravidez de risco deve ir pra cesárea mesmo, devendo ser analisado o tipo de risco (não mencionado na novela). Não segui a novela, comecei nas férias com minhas irmãs noveleiras, e assistia os pedaços com o vilão, nos demais continuava zapeando. Achei a cena da Aline sacudindo na grade horrível e me perguntei tb o porque daqueles 3 no casamento da Paloma. No final, a mensagem passada pelo Bicha Má, foi linda, e a fotografia da cena( dele com o insuportável César, ainda que o Papi Poderoso não dissesse que amava o filho) maravilhosa. Já peguei dois filmes para hoje, e retomo meu "não assistir novelas" já na segunda.

Sissym Mascarenhas disse...



Olá!

Eu fiquei irritada com a cena de parto da Paloma, é um atentado à inteligencia! Ainda mais se ela era uma médica! Que estúpida.

Bjs