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segunda-feira, 20 de junho de 2011

Religião, religiosidade e outros baratos afins

Estou tão animada que fico até com friozinho na barriga. Por que sempre tenho essa sensação de desconforto quando estou feliz? Por que não consigo me sentir simplesmente feliz?
Os últimos dias foram cheios de altos e baixos: bons encontros, boas surpresas e outros nem tanto. Tento assimilar os ensinamentos que recebi através de Wilson Britto - o escritor citado no post anterior e que deixou um comentário gentil no blog. As coisas ruins também fazem parte da "felicidade" - o importante é a decisão de ser feliz. Por que não?
Mais uma vez retorno a assuntos já mencionados aqui: a herança da religião católica mais tradicional é um peso na minha vida. Tudo bem que nasci no século XX, mas a gente acumulou séculos e séculos de uma ideologia altamente repressora, onde o sofrimento ainda é a melhor forma de se aproximar de Deus. O grande exemplo é o Cristo crucificado e centenas de mártires, que fizeram jejum, foram decapitados, torturados em nome da Fé. Arre! Eu não quero isso para mim e não posso me culpar eternamente pelo que aconteceu com eles.
Criei um horror tão grande a essa Igreja, que virou sinônimo de hipocrisia, repressão, inquisição. "Não questione! Aceite as coisas como elas são" - era essa a mensagem que me foi passada.
É claro que depois veio a Teologia da Libertação, os padres modernos que promoveram a modernização da Igreja e se engajaram em algum momento na luta política. Mais recentemente vieram à tona os casos de pedofilia, acobertados anos a fio pelos superiores católicos.
Também não me agradam muito esses padres que vivem na mídia, cantando e faturando horrores com seus livros, CDs e DVDs.
Decididamente não sou uma pessoa de igreja, embora reconheça que haja padres e freiras maravilhosos, como há pessoas maravilhosas e outras nem tanto.
Mas é bom poder me livrar de tudo isso sem culpa e acreditar que a gente pode ter alguma forma de religiosidade sem pertencer a esta ou àquela igreja ou seita.