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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

De volta pra casa

Luiz Divino, Zé e eu: um momento de relax no domingo passado em Nova Mutum
Não posso retomar minha rotina sem contar sobre o dia passado em Nova Mutum ontem. Estávamos trabalhando em pleno domingo, mas como foi gostoso!
Após o café da manhã no hotel saímos com o Sr Luiz Divino, gerente da fazenda onde faríamos a reportagem sobre colheita de soja/plantio de algodão, e como ele disse que "nada" aconteceria antes das 11h demos umas voltas de carro pela cidade e fomos até seu sítio. Lá, tomamos café, eu me deliciei com doce de leite acompanhado de requeijão e passamos uma hora super agradável, compartilhando com o proprietário o belo refúgio que construiu para os momentos de lazer com a família.
Seguimos para a propriedade do Grupo Mutum e, como o tempo parecia razoavelmente firme, fomos para a lavoura. Infelizmente, o temporal não demorou muito a cair obrigando-nos a prolongar nossa estadia até o entardecer, quando finalmente o fotógrafo José Medeiros conseguiu fazer as imagens desejadas, embora também tenha feito ótimas fotos do momento do aguaceiro.
Enquanto esperávamos o momento certo de fazer novas fotos, ficamos na sede social da fazenda, comendo churrasco de carneiro, ouvindo o seu Divino tocar viola caipira e até cantando com ele. Foi uma delícia! Eu estava angustiada para voltar para casa por causa das minhas filhas, mas consegui relaxar e não brigar com o que a vida estava me mandando.
Chegamos ao hotel quase às 20h, tomamos banho e fomos comer alguma coisa com nossos anfitriões. Hoje, saímos de Nova Mutum com o tempo fechadíssimo e, em cerca de três horas, eu estava em casa.
Não tive tempo de baixar as minhas fotos da viagem, mas assim que der prometo postar alguma coisa.

sábado, 14 de janeiro de 2012

De volta ao passado (ou ao futuro?)

José Medeiros em ação na fazenda Cortezia em Lucas do Rio Verde


Hoje voltei a fazer algo que não fazia há muito tempo.
Acordei pouco depois das 3h (da madrugada), saí de casa às 4h30, enfrentei estrada sob chuva forte ao lado do grande parceiro, o fotógrafo José Medeiros, e cheguei em Lucas do Rio Verde (a cerca de 350 km de Cuiabá) por volta de 8h para fazer um frila para a revista "Globo Rural".
Vim fazer uma matéria sobre o início da colheita de soja em Lucas e Nova Mutum. Escrevo de Nova Mutum - cidade situada a cerca de uma hora de Lucas, onde vamos passar a noite, na esperança de concluir a reportagem a contento amanhã de manhã, de modo que possamos dormir em Cuiabá.
Vocês não tem ideia de como choveu esta manhã! Choveu tanto que nem deu para vir uma comitiva do Ministério da Agricultura, que viria de avião de Cuiabá para Lucas, juntamente com o governador de Mato Grosso. Se tivessem madrugado e vindo de carro como nós, simples mortais, teriam chegado.
Fora o cansaço, curti bastante voltar ao campo literalmente. Eu curto muito sair de Cuiabá de vez em quando mesmo que seja a trabalho e mesmo que seja num final de semana, sacrificando alguns momentos de lazer e convívio com minhas filhas queridas que chegaram ontem em casa depois de quase três semanas em Cáceres.
É um mundo muito diferente e  reencontrei vários conhecidos dos tempos da revista "Produtor Rural". Eu tinha me esquecido de como é o discurso dos produtores rurais, meus principais interlocutores ao longo do dia. Falamos sobre quantidade de sacas por hectare, doenças, excesso de chuva e outras preocupacões que acompanham os agricultores. A vida deles também não é fácil.
Enfim, se eu estava angustiada com a chuva, imagine o cara que precisa de sol para colher 5.500 ha de soja? 
Fiz umas fotos, mas não me lembrei de trazer o cabo para passá-las pro computador.
Aliás, eu me esqueci também de trazer sabonete. Como são detestáveis esses sabonetinhos de hotel que parecem de brinquedo! Mas como é bom estar de banho tomado e poder ir para a cama daqui a pouco depois de fazer um lanchinho!

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Duas realidades

De volta a Cuiabá, fico sabendo que prenderam ontem os três seguranças acusados de espancar o ambulante Reginaldo Donnan no Shopping Goiabeiras. Hoje, de manhã, enquanto tentava me alongar e me livrar do incômodo provocado pela viagem de carro pelo Médio-Norte mato-grossense, assisti ao telejornal "Bom dia Mato Grosso" e vi as imagens chocantes dos seguranças colocando o vendedor num container de lixo para retirá-lo da sala onde foi espancado. Segundo a matéria da TV Centro América, eles colocaram sacos de lixo por cima de Reginaldo para disfarçar e ainda o amordaçaram para que ninguém ouvisse seus gemidos, já que imagino que estaria desacordado naquele momento.
O caso me espanta cada vez mais pela covardia dos agressores e gratuidade da agressão. A TV mostrou uma antiga reportagem em que Reginaldo aparece vendendo canetas esferográficas na entrada de um concurso. Era um cara simpático, bem articulado.
Mudando radicalmente de assunto, tive um dia muito interessante ontem em Nova Mutum (a cerca de 240 km de Cuiabá) visitando fazendas e entrevistando pessoas numa terra muito próspera e de grandes oportunidades. Conversei muito com um jovem empresário, de 32 anos, que oferece serviços tecnológicos altamente sofisticados na área de agricultura e pecuária de precisão.
O Brasil é isso, essa miscelânea: enquanto pessoas ainda jovens como Reginaldo, cheias de disposição para o trabalho, têm a vida ceifada de uma forma tão estúpida, outras, como Leonardo, o empresário de Nova Mutum, seguem animadas rumo ao futuro. Para continuar indo em frente e acreditar que o mundo vale a pena, a gente tem que se apegar a histórias como a do Leonardo, mas não pode dar as costas para casos como o de Reginaldo. É uma questão de justiça, num país onde tanta coisa precisa ser corrigida.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Pé na estrada

Estou partindo por Médio-Norte mato-grossense daqui a pouco. É mais uma etapa de uma série de reportagens que estou fazendo para a revista Produtor Rural. Lucas do Rio Verde e Nova Mutum são os municípios mais conhecidos dessa região, uma das mais prósperas do estado. A distância é de cerca de 300 km. Para nós, de Mato Grosso, é quase ali. Já tenho entrevistas agendadas lá no final da tarde de hoje.
Embora não seja longe, fico sempre com o meu coração dividido. Gosto de viajar, mas fico preocupada de deixar "minhas meninas".
À noite, conto mais.