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quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Diário de Gratidão: Acupuntura

Hoje meu dia foi meio sem graça e confesso que me senti meio sozinha. Mesmo assim tenho que agradecer pela sessão de acupuntura da manhã. Fui muito bom reencontrar a dra Satico, que surgiu na minha vida por sugestão de uma amiga médica que estava fazendo uma especialização em acupuntura.
Foi em 2007 - um ano especialmente difícil para mim por conta do meu reencontro com meu ex-marido. Se bobear, esse tombo que levei foi mais doído ainda que o primeiro. Na época, fui tomada por um sentimento de muita tristeza, por ter tido minha confiança traída mais uma vez.
Mas isso não vem ao caso. O importante é que a dra Satico com suas agulhas, sua presença suave e sua atenção me ajudou a superar aquele momento de depressão.
 Continuei a frequentar seu consultório ao longo de 2008 e não me lembro exatamente quando parei de ir. Achei que estava melhor e senti um pouco a mudança do sistema utilizado pela doutora: antes éramos só dois pacientes em cada horário e ela nos dava muita atenção; depois ela mudou de endereço e passou a dispor de um espaço maior, onde pode atender uns 6 pacientes simultaneamente.
Há alguns anos quis voltar, mas tinha perdido meu horário (o primeiro horário é sempre mais disputado). Tive que esperar mais ou menos um ano e até tentei fazer acupuntura com outra profissional indicada pela dra Satico. Em vão.
Em 2012 (ou em 2013 - não consigo me lembrar), recuperei meu horário e desde então vou religiosamente todas as quartas-feiras para a minha sessão. Meu objetivo principal era melhorar a vista (o lance do ceratocone), mas a dra Satico acaba cuidando um pouco de tudo: rins, alergia, dores musculares, tristeza. 
Acredito que ela me ajuda a não ficar doente, ao (re) equilibrar minhas energias e ainda me dá uns toques bem legais, que me ajudam a levar a vida com um pouco mais de leveza.
Há alguns meses, por exemplo, a dra Satico me ajudou a superar (ou pelo menos, a aliviar) um problema de relacionamento no trabalho, me ensinando a fazer o que soube na semana passada ser Ho'oponopono - uma espécie de mantra ou oração havaiano.
Funciona mais ou menos assim: você pensa na pessoa com quem está irritado e diz "Fulano(a), eu te amo/ Eu sinto muito/Me perdoa, por favor/ Obrigada".
É claro que meu lado racional se rebelou um pouco com essas palavras que têm tudo a ver com resignação. Como pedir perdão se eu acho que estou certa e ele(a) errado(a)?
Como eu não via outra saída naquele momento, comecei a fazer o Ho oponopono e não é que deu certo? A minha relação com essa pessoa se amenizou e passei a vê-la com menos irritação.
Por essa e outras, tenho muito a agradecer a dra Satico e me sinto muito privilegiada por poder frequentar sua clínica há tanto tempo.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Autoavaliação

Hoje, cá entre nós, vou fazer aproveitar parte do meu horário de almoço, para fazer um post bem confessional.
Há alguns dias venho me fazendo a pergunta "o que eu não quero ver?" por sugestão de minha acupunturista.
Na terça-feira, acho que cheguei a uma resposta, que já foi devidamente comunicada à médica.
A resposta é meio louca, mas faz sentido.
Sou caçula, "raspa de tacho" e, portanto, fui muito mimada numa família de mulheres superprotetoras e extremamente afetuosas com filhos, sobrinho, netos, etc.
Quando meu pai morreu, eu tinha cinco anos e meio e passei a ser "a razão da existência" da minha mãe (juro que não inventei isso, ouvi ela falar algo assim diversas vezes).
Logo depois da morte de meu pai, duas das minhas irmãs se casaram, mas continuamos muito próximas e eu passei a morar com minha mãe e minha irmã 13 anos mais velha.
Na minha cabeça, eu deveria ser uma pessoa frágil e dependente. Pessoas frágeis e dependentes merecem - pelo menos na minha família - cuidados redobrados e mimos especiais.
Acontece que não sou isso. Quando era adolescente percebi que a independência financeira era algo valioso, inegociável - a chave para a liberdade. Fiz faculdade e comecei a trabalhar antes de me formar na profissão escolhida - jornalismo -, que podia não dar muito dinheiro, mas me parecia digna e muito atraente por me abrir as portas de um mundo totalmente novo.
Eu ia bem na profissão construindo uma carreira respeitável, mas eis que o trem da minha vida (licença, Dete) tomou um rumo inesperado, em direção ao Pantanal mato-grossense. Larguei emprego, casa, amigos para iniciar uma nova vida ao lado de um homem que trazia um sopro novo (ou seria um vendaval?). Por algum tempo, abri mão de minha independência financeira e pago um preço por isso até hoje.  Criei minha família, me lancei em novas experiências profissionais e me mudei novamente (sem o marido provedor e com as crias) para uma capital.
Aqui estou. O que eu não quero ver? Não sou fraca e fica ridículo fazer o papel de "coitadinha de mim". Fiz escolhas (algumas certas, outras nem tanto, mas a gente não tem como acertar em tudo, né?) e vivo as consequências de muitas delas. Poderia ter uma situação financeira mais estável? Claro que sim. Teria inteligência suficiente para estar em cargos mais desafiadores e bem remunerados? Acredito que sim, mas me faltou uma dose maior de coragem e autoconfiança.
Essa sou eu - uma pessoa cheia de contradições, que queria mudar o mundo, mas tem dificuldades para "se" mudar.
 

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Anjos

Sei que a acupuntura nada tem de mágica. A medicina ocidental já incorporou esse conjunto de conhecimentos e práticas ao seu dia a dia e há evidências do quanto pode ser benéfico se submeter ao tratamento com agulhas.
Na minha família, algumas pessoas têm uma relação boa e produtiva com a acupuntura, principalmente para o tratamento de dores (coluna).
A primeira vez que tive um contato mais duradouro com a acupuntura foi há uns 25 anos quando morava no Rio de Janeiro e queria me livrar da minha asma e outras complicações de fundo alérgico e emocional. Comecei a frequentar o consultório de uma acupunturista de origem oriental (não me lembro se era japonesa ou chinesa). Ela condicionou qualquer êxito no tratamento a uma dieta rígida, à qual me dediquei de corpo e alma por mais de um ano. Eu não comia carne vermelha, embutidos, queijo amarelo, nem tomava bebidas alcóolicas ou refrigerantes, ou seja, seguia uma alimentação bem natural, com muito consumo de proteínas de soja, grãos e vários alimentos integrais. Eu me lembro de que emagreci bastante e fiquei com um corpo ótimo e uma disposição de fazer inveja. Não sei ao certo o quanto melhorei das asma e da rinite, já que também fazia tratamento com homeopatia.
A questão é que abandonei totalmente minha dieta quando vim morar em Mato Grosso em 1988. Ninguém me forçou a nada. Simplesmente era impossível não comer carne vermelha passando temporadas longas numa fazenda do Pantanal, que tinha na carne bovina sua principal fonte de alimento. Era dificil para mim me adaptar à cultura local sem cair de boca nos churrascos. Aos poucos, voltei a ser carnívora. Esqueci de dizer que já tinha voltado a beber antes disso.
O fato é que luto até hoje com meus problemas de alergia, embora esses não sejam, na minha opinião, minha principal preocupação em termos de saúde.
Em 2007, tive a segunda experiência duradoura com a acupuntura. Na época, tinha passado por um baque emocional forte e estava imensamente triste. Uma amiga pediatra, Márcia, sugeriu que eu procurasse a dra Satico, que ela conhecia de um curso de especialização em acupuntura.  Consegui marcar a primeira consulta e frequentei seu consultório por mais de um ano. De origem japonesa, Satico nunca me exigiu nada em termos de dieta e me ajudou muito a superar aquele momento doloroso. Ela colocava agulhas para me reequilibrar e conversava muito comigo, era quase uma terapeuta. Eu chorava ... Tudo isso a um custo praticamente zero, já que as sessões eram pagas pelo plano de saúde.
Quando eu me senti mais fortalecida e cansei um pouco de ir lá toda semana, parei.
Uns três anos depois tive vontade de voltar, mas não consegui vaga. A gentil secretária da dra Satico disse que ela só estava abrindo vagas para casos muito graves ou de muita dor. Não era o meu caso. Ela me indicou outro profissional que cheguei a frequentar, mas não fiquei satisfeita.
No ano passado, por volta de outubro, estava tão desesperada com minha vista que resolvi ligar para a dra Satico, já que meu oftalmologista - de quem gosto muito - me disse que não havia nada mais a fazer em relação ao desconforto provocado pelo ceratocone. Meus olhos viviam irritados, com a sensação de areia... Era um tal de tira a lente, bota a lente, põe corílio, sem muito sucesso.
Quando eu estava para terminar minha primeira fase com a Satico ela me contou um dia que tratava de ceratocone. Meu oftalmologista não botou fé, porém achei que eu não tinha nada a perder.
Consegui a promessa de uma vaga em janeiro e ontem recomecei o tratamento. Foi tão bom! Ainda não sei o que vai acontecer, mas a dra Satico já me passou um dever de casa: fazer uma espécie de massagem nos dedos médios e procurar resposta para uma pergunta: o que eu não quero ver?
Raramente coloco o título de um post antes de escrevê-lo e neste eu fiz isso: "Anjos" é o título. Eu não acredito em anjos, mas eles existem. Creio que a dra Satico é um deles. Com sua aparência frágil, ela é uma pessoa boníssima, uma médica que realmente faz bem às pessoas como, aliás, muito médicos que já conheci em Cuiabá: profissionais dedicados, estudiosos, que conseguem estabelecer um vínculo afetivo com o paciente, mesmo que seja numa consulta de plano de saúde.
A dra Satico, ao dr Marco, à dra Zuleide, à dra Rafaella, ao dr Luiz Augusto, à dra Keyla, à dra Marta e, especialmente, ao dr Gabriel, todos de Cuiabá, agradeço o carinho e a atenção dedicados. Meus agradecimentos também a todos os médicos que já cuidaram de mim, principalmente, o dr Nestor (de Cáceres, já falecido), e o dr Marcos Bicudo (do Rio de Janeiro).
Para conhecer um puco mais sobre acupuntura, clique em http://saude.hsw.uol.com.br/acupuntura.htm

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Resoluções para 2013

Ainda perplexa e tocada por alguns dos últimos acontecimentos do mundo - retomada da violência brutal e diária no Oriente Médio, suspeitos de ajudar os judeus sendo arrastados no asfalto por seus compatriotas, fuzileiro naval morto em consequência de um acidente banal no dia de seu casamento, retomada da violência brutal e diária em São Paulo, etc, etc, etc), resolvi ontem que quero e preciso me tornar uma pessoa melhor.
Decidi que vou ler diariamente os posts de minha sobrinha e amiga Bernadete em http://spiritguidemessages.blogspot.com.br/ e tentar repelir pensamentos ruins que só me autodepreciam e me colocam pra baixo.
Preciso desesperadamente acreditar que existe alguma ordem nesse caos ou então me entregar ao caos com menos sofrimento já que pouco - ou nada - posso fazer para evitá-lo.
Recebi uma imagem muito interessante há alguns dias através do Facebook de uma prima (Nayde).
 
Por essa imagem, percebi que muitos dos problemas de saúde que venho enfrentando podem ter origem na falta de energização de alguns chacras, principalmente os que estão marcados na imagem com os números 6, 5, 3, 2 e 1.
Diante disso, resolvi buscar novamente a ajuda de minha acupunturista, dra Satico, que muito me ajudou numa fase dificílima da minha vida, em 2007. Ela é muito requisitada e, como abri mão do meu horário, não estava conseguindo mais me encaixar em sua agenda. Até tentei fazer acupuntura com outra médica que a Satico recomendou, mas não fiquei satisfeita. Hoje, de manhã, falei com sua secretária e ela já me ligou de volta dizendo para eu telefonar novamente no início de janeiro para agendarmos um horário. Fiquei muito feliz.
Resolvi também que, embora meu lado racional não bote fé, vou investir mais no Reiki.  Encontrei um site maravilhoso através do blog citado acima: http://reiki.conhecendo.com.br/ Ontem à noite, li boa parte do conteúdo e achei que vale a pena fazer o "meu" Reiki com mais seriedade e assiduidade. Quem sabe até não me aventuro a aplicar em outras pessoas?
Não sei se por coincidência, dormi maravilhosamente bem esta noite e sonhei que tinha uma praia na esquina da rua onde morava no Rio de Janeiro (a Barão do Flamengo) com a Rua do Catete. O sonho foi tão real que acordei com a sensação de que realmente era verdadeiro. Esse terreno fica nos fundos de nossa primeira moradia no Rio, o apartamento da rua Almirante Tamandaré. Na época, eu brincava muito na varanda e adorava ver o asilo de velhas que existia no terreno, que, mais tarde, foi ocupado por um posto de gasolina.
As velhinhas andavam pelo quintal em meio aos gatos. Para aonde elas foram depois que o asilo foi desativado?
Hoje, o posto de gasolina também não funciona mais ali, mas de qualquer maneira ali nunca houve uma praia ou uma piscina. Na verdade, o "mar", ou melhor, a Praia do Flamengo, que se formou na Baía de Guanabara, fica do outro lado, mas no meu sonho tudo estava misturado no terreno da esquina, que tanto povoou minha imaginação.
O ano de 2012 ainda não terminou, mas já tenho algumas decisões para 2013.