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segunda-feira, 9 de maio de 2011

Só para desabafar

Li no Diário de Cuiabá de ontem que a possibilidade de ser assassinada em Cuiabá é cinco vezes maior do que em São Paulo. Achei a notícia tão ruim que preferi nem comentá-la no dia das Mães.
É curioso, quando eu morava em Cáceres (até o início de 2003) morria de medo de morar em Cuiabá por causa das notícias que me chegavam pela mídia e achava graça quando os cacerenses falavam da violência do Rio de Janeiro, onde morei até 1988. Em outras palavras, a violência nos espreita em todo lugar e a  sensação de estar desprotegida na maioria das cidades brasileiras é imensa.
O que mais me irrita é ouvir as "autoridades" enchendo a boca para falar dos investimentos em segurança pública que são pífios diante dos problemas a serem enfrentados. Acabei de ler no blog do Mello http://blogdomello.blogspot.com/ (muito bom por sinal) um post interessante falando sobre a ilusão causada pelas UPPs no Rio. Ele não diz que elas são ruins, porém alerta para outros problemas, como a corrupção policial e o crescimento das milícias mesmo em conjuntos habitacionais recém criados. Em que mundo vivemos?
Enquanto me angustio com os problemas da sociedade como um todo, vou tentando descascar meus pequenos abacaxis. Os encanadores voltaram, identificaram que o problema é mesmo na saída do esgoto do vaso sanitáiro, estão quase terminando o conserto, mas a má notícia é que, segundo o zelador, a conta não é do condomínio e sim do morador porque não é na prumada, etc, etc. Ainda não sei qual será meu prejuízo.
O outro abacaxi é meu carrinho velho que está no estaleiro. O dono da oficina acabou de me ligar explicando tintim por tintim. Perguntei quanto vai custar? Por enquanto a conta está em R$ 375 e o carro será devolvido são e salvo amanhã no final da tarde ou mais tardar na manhã de quarta-feira.
Não sei se sou idiota ou ingênua, mas acredito que eles estão fazendo o melhor e me cobrando o menor preço possível. O sr Jair e seu filho Marcos são super gentis comigo, assim como o Edivaldo - o encanador que já chamei de Aristides e Edinaldo.
Eu tenho que acreditar que eles são justos e honestos comigo. Tenho outra saída? Se eu não acreditar em alguém nesse mundo onde polícia, governo, políticos são tão pouco confiáveis, só me resta chorar.
Apesar dos pesares, estou super alto astral hoje. Vai entender ...

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Socorro!

Hoje foi "minha vez" de fazer barulho. Tem dois homens fechados no meu banheiro quebrando parede, chão, em busca de um vazamento que afeta o apartamento de baixo.
Eles abriram a porta há pouco tempo e saiu um montão de poeira. Coitados ... Deve ser duro ficar lá trancado respirando esse pó fino.
E o pior é que eles ainda não identificaram a origem do vazamento ...
(Suspiro)
Eu estou na sala, tentando me concentrar no meu trabalho, mas está difícil porque fico pensando no prejuízo que esse conserto vai me dar.
(Pausa)
Os caras acabaram de sair. Como não poderei ficar aqui à tarde, eles vão continuar amanhã ou na segunda. Não conseguiram mesmo identificar a origem do vazamento. Há suspeitas de que seja no vaso sanitário e tenha a ver com a saída de esgotos, o que teria suas vantagens porque ai a "conta" passaria a ser do condomínio. Tudo bem que o condomínio somos nós, mas pelo menos eu não teria que arcar sozinha com a despesa.
Os moços deixaram a porta fechada com a recomendação de não usar o banheiro. Resolvi dar uma olhada depois que saíram e levei um susto. Parece que teve uma guerra lá dentro: terra, buracos, muito sujeira! Socorro! Realmente vou esquecer que tenho esse banheiro até segunda.
Perguntei ao chefe se não tem risco de entrar barata pelo buraco (meu grande pavor) e ele disse que não. Não sei se devo confiar nele. Na dúvida, deixei duas toalhas que já estavam sujas na fresta da porta.