Dou uma rápida lida nas notícias do dia e uma delas me chama atenção: é a história de um rapaz de quase 16 anos de Cuiabá, preso após um assalto a um casal no bairro Bosque da Saúde. Ele começou a roubar aos 9 anos, já teve várias passagens pela polícia e diz ser viciado em crack. Achei a história tão triste.
É claro que me coloco no lugar do casal que estava tranquilamente entregando convites, segundo o repórter Dhiego Maia do Diário de Cuiabá, e deve ter ficado muito assustado quando foi assaltado por esse garoto.
É complicado ... Penso muito nesses garotos perdidos (que me assustam também na rua) e no círculo vicioso que se forma.
Drogas, violência policial ( a polícia bate e de que isso adianta?), Pomeri (o lugar onde ele vai de novo cumprir medida socioeducativa e que chama de "creche do crime"), autoridades que volta e meia visitam esses lugares e se dizem horrorizadas (acho que, no fundo, elas só querem justificar seus salários e aplacar a consciência), a sociedade que continua fabricando novos Pixotes e se sensibilizando quando a história deles é levada ao cinema (vale lembrar que o verdadeiro Pixote, o rapaz que viveu o personagem na vida real e no cinema, morreu em confronto com a polícia). Aonde tudo isso nos leva?
Ontem, conversei mais um pouco com um guardador de carros, cujo nome nem sei, mas que é muito gente boa. Ele me contou que largou o "emprego" numa famosa loja de móveis. Trabalhava como um condenado carregando e descarregando caminhões de mercadoria e o patrão era "ruim" de pagar.
"Sou negro, mas não sou escravo", disse o rapaz, que já me provou ser fonte de ótimas histórias.
Duas histórias diferentes, dois destinos diferentes? Só o tempo dirá.
Mostrando postagens com marcador crack. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador crack. Mostrar todas as postagens
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Droga!
Assisti consternada a uma reportagem no Jornal Nacional de ontem sobre a luta de uma mãe para livrar o filho adolescente do crack. Em seguida, foi entrevistada ao vivo uma especialista, que me pareceu uma pessoa com conhecimento de causa e deu uma mensagem triste a mães como a da reportagem mostrada. O viciado não se cura se ele mesmo não decidir se livrar do vício e isso só ocorre depois que ele vê a morte de perto.
Na verdade, ela só está repetindo o que ouço há anos em reportagens (que eu mesma fiz) sobre alcoólicos anônimos. Em geral, o viciado (em álcool ou qualquer outro tipo de droga) só procura ajuda quando chega ao fim do poço. Certamente, alguns nunca voltarão do fundo do poço.
Deve ser muito duro para uma mãe (ou qualquer pessoa que ame um viciado) ouvir e admitir isso. Deve dar uma sensação de culpa, impotência louca, ver um filho/irmão/marido/neto/amigo se autodestruindo e não poder fazer nada. Tudo que se faz é paliativo.
Nunca passei por isso, mas já vi pessoas muito próximas a mim (mães, irmãs) passando. Das histórias que acompanhei um pouco mais de perto, um rapaz chegou ao fim do poço e não retornou com vida, outro ainda está buscando (até onde sei) e outro está em tratamento, meio que forçado pela família. Será que ele vai se recuperar? É uma incógnita.
Lamento que as famílias, sobretudo, de baixa renda tenham tão pouca assistência. Todas as reportagens que vejo falam da pouca disponibilidade de lugares onde os viciados possam ser tratados. Quem tem dinheiro manda a pessoa para fora, lugares caros, que nem sempre são sinônimos de recuperação, mas pelo menos é uma tentativa.
Não sei se conseguiria ficar de braços cruzados vendo meu filho se esborrachar no fundo do poço.
Enquanto isso, quanta gente "boa", "saudável" (???) e graúda ganha dinheiro com o tráfico de drogas, estimulando e mantendo o vício de pessoas mais fracas e vulneráveis que buscam na droga pesada um alívio para suas dores ou falta de sentido na vida!
PS. Ao contrário de muita gente, não acho que o álcool seja uma droga menos danosa que outras. Ela é apenas lícita.
Na verdade, ela só está repetindo o que ouço há anos em reportagens (que eu mesma fiz) sobre alcoólicos anônimos. Em geral, o viciado (em álcool ou qualquer outro tipo de droga) só procura ajuda quando chega ao fim do poço. Certamente, alguns nunca voltarão do fundo do poço.
Deve ser muito duro para uma mãe (ou qualquer pessoa que ame um viciado) ouvir e admitir isso. Deve dar uma sensação de culpa, impotência louca, ver um filho/irmão/marido/neto/amigo se autodestruindo e não poder fazer nada. Tudo que se faz é paliativo.
Nunca passei por isso, mas já vi pessoas muito próximas a mim (mães, irmãs) passando. Das histórias que acompanhei um pouco mais de perto, um rapaz chegou ao fim do poço e não retornou com vida, outro ainda está buscando (até onde sei) e outro está em tratamento, meio que forçado pela família. Será que ele vai se recuperar? É uma incógnita.
Lamento que as famílias, sobretudo, de baixa renda tenham tão pouca assistência. Todas as reportagens que vejo falam da pouca disponibilidade de lugares onde os viciados possam ser tratados. Quem tem dinheiro manda a pessoa para fora, lugares caros, que nem sempre são sinônimos de recuperação, mas pelo menos é uma tentativa.
Não sei se conseguiria ficar de braços cruzados vendo meu filho se esborrachar no fundo do poço.
Enquanto isso, quanta gente "boa", "saudável" (???) e graúda ganha dinheiro com o tráfico de drogas, estimulando e mantendo o vício de pessoas mais fracas e vulneráveis que buscam na droga pesada um alívio para suas dores ou falta de sentido na vida!
PS. Ao contrário de muita gente, não acho que o álcool seja uma droga menos danosa que outras. Ela é apenas lícita.
Assinar:
Postagens (Atom)