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sábado, 14 de maio de 2011

Passeio no bairro

Hoje, de manhã, saí a pé para resolver umas coisas no meu bairro. O que poderia ser um passeio prazeroso deixou de sê-lo por alguns motivos. Encontrei tanto lixo pelo caminho!
 Moro num dos bairros mais "charmosos" de Cuiabá, o Goiabeiras, que em alguns lugares se confunde com o Popular. Vivo numa crise de identidade: não sei se moro no bairro Popular ou no Goiabeiras.
Meu prédio é o mais simples do meu quarteirão, onde só tem edifício de bacana. Mesmo assim a rua Estevão de Mendonça - e suas imediações - está muito suja. Tem muito papel de propaganda no chão junto ao meio-fio e outros tipos de sujeira jogados por gente sem educação e que não é recolhido.
Meu primeiro objetivo era ir à locadora de vídeo, uma das poucas que restou após a assalto dos piratas. Devolvi os três DVDs que paguei antecipados na quarta-feira (dia de promoção) e  informei à moça que um estava com problemas. Ela disse que sabia.  Indaguei por que a locadora deixava na prateleira um produto danificado. A resposta dela foi tão sem nexo que nem vou perder tempo de reproduzir. Comentei: é por essas e outras que as pessoas estão deixando de pegar DVD na locadora e esse tipo de negócio está falindo.
Fiquei irritada e fui comprar minha "ração" em outra loja do bairro.  Desde que minha filha mais velha comprou essa ração, provou e não gostou, eu me viciei nesse tipo de alimento. Ele pode não emagrecer (que seria o objetivo inicial), mas faz muito bem para os meus intestinos e substitui o pão do café da manhã com vantagens.
Pois bem, a moça informou que a loja estava sem colágeno, um dos ingredientes da ração. Retruquei que ela já estava sem colágeno da última vez que comprei há uns três meses. Reclamei com o dono e ele deu uma resposta sem sentido que não vale a pena reproduzir. Comprei os demais ingredientes e brinquei que teria que "importar" o colágeno do Rio de Janeiro. Ele, então, me sugeriu comprar o ingrediente numa loja no bairro do Porto. Achei gentil da parte dele me indicar outro lugar, mas o problema é que se eu for lá e constatar que a loja tem todos os ingredientes posso optar por comprar tudo lá na próxima vez, já que o dono da loja do meu bairro não demonstrou qualquer intenção de providenciar o colágeno tão desejado.
Depois disso voltei para casa pensando que os empresários do meu bairro têm muito que aprender no sentido de cativar os clientes, a menos que eles não estejam muito interessados na clientela.
Sabe aquele papo de que o freguês sempre tem razão? Acho que aqui em Cuiabá isso nem sempre cola.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Pelas ruas de Cuiabá

Hoje teria muitos assuntos a comentar ...  Vou seguir a ordem cronológica: percebi durante a caminhada matinal que detonaram a calçada de uma rua, cujo nome não sei, mas que passa numa das laterais  do quartel do 44º Batalhão de Infantaria Motorizado, no bairro Goiabeiras, em Cuiabá. 
É uma daquelas ruas inacreditáveis que existem na capital mato-grossense: tem mão dupla, passa ônibus, tem um tráfego intenso de veículos e pessoas, e muita gente estaciona dos dois lados (e em cima da calçada) para ir à academia ou caminhar na pista do 44º BIMtz. 
Fazia dias que não passava lá e não vi quem detonou a calçada, mas pelo jeito vão ampliar a rua e reduzir a calçada, ou seja, mais uma vez privilegia-se o tráfego de veículos e se sacrifica o pedestre. Mesmo que a via seja alargada, provavelmente ainda será perigosa, já que o fluxo de veículos e pessoas será intenso e muita gente continuará estacionando dos dois lados. Por que não se deixa a rua com mão única?
Enfim, não entendo de trânsito, mas entendo que está cada vez mais difícil se viver em Cuiabá para motoristas e principalmente pedestres. Calçada sem buracos, desníveis e veículos estacionados é coisa rara. 
Por outro lado, a Prefeitura agora está construindo rampas em algumas das principais esquinas. É uma iniciativa louvável, porém fico imaginando como deve ser o percurso de um cadeirante ou de alguém empurrando um carrinho de bebê pelo bairro Goiabeiras (um dos melhores da cidade): a pessoa vai poder utilizar a rampa para atravessar a rua, mas terá que contar com muita sorte para não ser atropelada pelos motoristas que raramente respeitam as faixas; logo adiante terá que vencer obstáculos como desníveis gigantescos, buracos, etc.
O outro assunto que me inspira hoje, e que vou guardar para outro post, é o fim da versão impressa do Jornal do Brasil.