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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

O caos nosso de cada dia


Foto de Tony Ribeiro/Midianews mostra o que aconteceu num trecho considerado obra da Copa do Mundo, no bairro Coophema. Esse bairro nada tem a ver com o CPA, mas a foto ilustra o que vem acontecendo em Cuiabá
Estou muito revoltada com o trânsito de Cuiabá. 
Tenho a impressão de que as autoridades responsáveis pelo tráfego na capital de MT estão conseguindo piorar o que já era ruim.
Trabalho no Centro Político Administrativo (CPA) e nos últimos dias voltar para casa tem sido um pesadelo.
Fica até difícil descrever o que está acontecendo para quem não mora em Cuiabá - uma cidade destruída por obras de mobilidade que demoram para serem concluídas e que, em muitos casos, têm se revelado uma verdadeira decepção, seja pela má qualidade das obras (veja foto), seja pelo caos que acabam provocando no trânsito.
Foi o que aconteceu no CPA. A inauguração do viaduto da Sefaz - uma obra em forma de ferradura e em mão única -. somada a alterações infelizes no tráfego do CPA e à inauguração de uma grande escola num local inadequado deram um nó no trânsito.
Logo que iniciaram as obras de mobilidade o governador Silval Pereira mudou o horário de trabalho dos funcionários do Estado, que passaram a entrar às 13h e trabalhar em horário corrido até às 19h. Muito antes de qualquer obra ser inaugurada o horário voltou ao que era antes sem muitas explicações. Ou seja, a maioria das pessoas que trabalha no CPA voltou a sair às 18h. A decisão de mudar o horário foi no mínimo não planejada já que foi revertida sem mais nem menos.
No início da semana passada, foi inaugurado com pompa e circunstância o tal viaduto da Sefaz e, por conta disso, inverteu-se a mão da rua que passa em frente à Secretaria de Educação, que era mão dupla antes do início da obra, mas estava sendo usada (nesse trecho inicial) com mão única (no sentido CPA/ avenida) até há poucos dias. 
Com essa última mudança, ficamos com menos uma opção para descer em direção à Avenida Rubens de Mendonça (também conhecida como Avenida do CPA), que já está intransitável por causa dos tapumes e das obras do VLT (diga-se de passagem, que o tal VLT não vai ficar pronto antes da Copa e não se sabe se ficará pronto algum dia).
E tem mais um detalhe: essa rua é mão dupla no trecho restante que passa em frente ao Edifício Famato (onde trabalho), tem veículos estacionados dos dois lados e é uma via utilizada por coletivos. Dá para imaginar a confusão.
Como se não bastasse o Colégio Plural inaugurou sua nova sede na entrada da Estrada da Guia, que dá acesso a condomínios, chácaras e à BR-163. Ainda não passei por lá, mas me disseram que a fila de carros dos pais que vão levar e buscar seus filhos é imensa e está causando um enorme congestionamento na área.
Enfim, acho que boa parte dos problemas se deve à falta de planejamento e bom senso de nossos gestores (responsáveis por emitir o alvará de funcionamento para escolas, etc), por isso fico imaginando que o pessoal que trabalha para o governo e a Prefeitura deve ficar pensando durante o expediente: "O que a gente pode fazer para complicar um pouco a vida de todo mundo?" Só isso explica o caos nosso de cada dia.

 

terça-feira, 27 de maio de 2008

Civilizados?

Há muitos anos, quando ainda era adolescente, ouvi uma pessoa muito próxima da minha família dizer com orgulho que tinha dado um tapa na cara de um moça num incidente de trânsito. Esse relato encheu-me de horror e indignação diante da covardia desse homem. De vez em quando eu me lembro do epísódio e ele me ajuda a me controlar quando tenho vontade de xingar algum motorista atrevido, daqueles que não respeitam sinal, nem pedestre.
Talvez isso tenha evitado que eu fosse vítima num episódio ocorrido há uns dois anos em Cuiabá, quando um motorista de um carro de luxo prateado deu um soco na porta traseira direita do meu velho Paglio porque eu "encostei" na traseira do seu possante e não parei. Na verdade, não fiz isso de propósito, eu nem tinha percebido o que tinha acontecido. Mas percebi a raiva dele e fiquei me sentindo super mal por não ter parado o carro mais adiante para tomar satisfação, embora soubesse por dentro que minha atitude "covarde" tinha sido a mais prudente.
Pois bem, estou contando tudo isso por causa dos últimos epísódios envolvendo acidentes de trânsito. Um rapaz cuiabano de 18 anos morreu em São Paulo, com um tiro na nuca, por causa de um acidente banal e o agressor foi alguém provavelmente do mesmo quilate do meu agressor. Um homem de pouco mais de 40 anos está em coma num hospital do Rio porque ousou reclamar de um imbecil que furou o sinal e o atropelou. Detalhe: o cara tinha sido diagnosticado como esquizofrénico e, segundo autoridades, não poderia estar dirigindo.
Paz no trânsito? Educação no trânsito? Isso tudo é balela diante de tantos loucos espalhados por aí.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Sobre sinais ou semáforos

Antes de retomar a minha matéria da revista, vou fazer uma postagem bem rapidinha (contrariando o meu estilo). Acabei de ir ao banco descendo a Avenida do CPA (o nome certo é Av. Historiador Rubens de Mendonça), uma das mais movimentadas da capital mato-grossense, e não posso deixar de registrar uma das coisas que mais me irrita em Cuiabá: ninguém respeita os sinais, mesmo durante o dia. Enquanto eu e outros carros estávamos parados num sinal (o local não é de cruzamento, mas tem movimento de pedestres e veículos que fazem o retorno), três motociclistas passaram direto.
Resumo da ópera: quando paro num sinal (ou semáforo, como preferem dizer por aqui), eu me preocupo com o veículo que vem atrás de mim (dependendo da velocidade e da proximidade dele, é mais prudente não parar) e também com os pedestres que atravessam a rua. Nem todos estão ligados nos motociclistas e motoristas que simplesmente não param. Como não há guardas de trânsito, nem qualquer forma de punição, esse hábito vai ficando cada vez mais arraigado. Por isso, acho que a educação no trânsito - tão falada na propaganda oficial-, devia ensinar as crianças a atravessaram as ruas na faixa com um olho no semáforo e o outro nos carros.
É preciso estar muito atento para prevenir acidentes.
Será que é assim mesmo em todas as outras capitais brasileiras?