Outro dia ouvi uma frase que me tocou, dita pela estilista Martha Medeiros num evento de moda. Ela disse algo mais ou menos assim: "Quem compartilha, cresce".
Eu tenho a maior vontade e, ao mesmo tempo, a maior dificuldade para compartilhar. Isso pode parecer contraditório, e é. Tem um lado meu que tem vontade de gritar para o mundo meus sentimentos, minhas angústias e todas as minhas incertezas e certezas.
Esse blog nasceu dessa vontade e cumpriu o seu papel de ligação com o mundo.
Eu ficava feliz quando minha irmã Jane comentava que um amigo de sua filha dizia para ela que seguia e curtia meu blog. Achava aquilo tão improvável: que uma pessoa do Rio de Janeiro gastasse alguns minutos de seu dia para ler minhas observações sobre a vida em Cuiabá, minhas viagens e sobre o interior - do País e meu.
Durante alguns anos, alimentei o blog constantemente, fiz novos amigos através dele e me conectei mais com outras pessoas, conhecidas ou não.
Aos poucos, fui perdendo a vontade de escrever, talvez em parte por conta do Facebook. A rede social atende àquela necessidade mais urgente de desabafar, contar alguma cena interessante, de compartilhar um pouco do que você é. Por outro lado, as redes sociais banalizam o ato de escrever: escreve-se tanto e sobre tanta coisa (muita bobagem) que a gente acaba perdendo o tesão de escrever mais, de ir um pouco mais fundo. Para quê?
Essa é a pergunta que sempre me fiz: para quê se escreve? Para informar, para confundir, para despertar, para tocar, para alegrar, para existir?
Estou atravessando uma fase difícil, mas necessária. Minhas duas filhas que amo de paixão estão fora de casa: a mais velha na Austrália, vivendo sua experiência de estudar e trabalhar num país estrangeiro; a mais nova no interior de São Paulo, concluindo seu curso de graduação, após um ano vivendo na Europa por meio do programa Ciência sem Fronteiras.
Elas sabem que tenho muito orgulho delas e que fico muito feliz que estejam vivendo tudo isso, mas o vazio que fica é muito grande e nem um pouco fácil de ser preenchido. Tento preencher esse vazio com trabalho, academia, música, mas ele persiste. Às vezes, é bom ficar sozinha e sentir o tamanho dessa dor.
Hoje tive vontade de recorrer ao bom e velho "cá entre nós". Talvez ninguém vá ler o que escrevi, mas sendo assim retomo o sentido original do blog - uma espécie de diário onde a gente se expõe e compartilha aqueles sentimentos e opiniões que não tem coragem de dizer de viva voz.
Acho que é por isso que meu blog não fez "sucesso" no sentido mais comum do termo: não quero vender nada, não tenho nada a ensinar. Apenas compartilho algumas experiências bacanas e meus sentimentos sem qualquer preocupação literária ou de estilo.
Eu tenho a maior vontade e, ao mesmo tempo, a maior dificuldade para compartilhar. Isso pode parecer contraditório, e é. Tem um lado meu que tem vontade de gritar para o mundo meus sentimentos, minhas angústias e todas as minhas incertezas e certezas.
Esse blog nasceu dessa vontade e cumpriu o seu papel de ligação com o mundo.
Eu ficava feliz quando minha irmã Jane comentava que um amigo de sua filha dizia para ela que seguia e curtia meu blog. Achava aquilo tão improvável: que uma pessoa do Rio de Janeiro gastasse alguns minutos de seu dia para ler minhas observações sobre a vida em Cuiabá, minhas viagens e sobre o interior - do País e meu.
Durante alguns anos, alimentei o blog constantemente, fiz novos amigos através dele e me conectei mais com outras pessoas, conhecidas ou não.
Aos poucos, fui perdendo a vontade de escrever, talvez em parte por conta do Facebook. A rede social atende àquela necessidade mais urgente de desabafar, contar alguma cena interessante, de compartilhar um pouco do que você é. Por outro lado, as redes sociais banalizam o ato de escrever: escreve-se tanto e sobre tanta coisa (muita bobagem) que a gente acaba perdendo o tesão de escrever mais, de ir um pouco mais fundo. Para quê?
Essa é a pergunta que sempre me fiz: para quê se escreve? Para informar, para confundir, para despertar, para tocar, para alegrar, para existir?
Estou atravessando uma fase difícil, mas necessária. Minhas duas filhas que amo de paixão estão fora de casa: a mais velha na Austrália, vivendo sua experiência de estudar e trabalhar num país estrangeiro; a mais nova no interior de São Paulo, concluindo seu curso de graduação, após um ano vivendo na Europa por meio do programa Ciência sem Fronteiras.
Elas sabem que tenho muito orgulho delas e que fico muito feliz que estejam vivendo tudo isso, mas o vazio que fica é muito grande e nem um pouco fácil de ser preenchido. Tento preencher esse vazio com trabalho, academia, música, mas ele persiste. Às vezes, é bom ficar sozinha e sentir o tamanho dessa dor.
Hoje tive vontade de recorrer ao bom e velho "cá entre nós". Talvez ninguém vá ler o que escrevi, mas sendo assim retomo o sentido original do blog - uma espécie de diário onde a gente se expõe e compartilha aqueles sentimentos e opiniões que não tem coragem de dizer de viva voz.
Acho que é por isso que meu blog não fez "sucesso" no sentido mais comum do termo: não quero vender nada, não tenho nada a ensinar. Apenas compartilho algumas experiências bacanas e meus sentimentos sem qualquer preocupação literária ou de estilo.