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terça-feira, 5 de junho de 2012

Indecisão

Hoje entrevistei um instrutor de mergulho e fiquei achando que mergulhar deve ser a melhor coisa do mundo.
Ando assim ultimamente: entrevisto um professor de Muay Thai e fico com vontade de praticar Muay Thai; entrevisto um instrutor de mergulho e fico imaginando como deve ser maravilhoso conhecer a parte menos visível de rios, mares e oceanos.
Queria ter 20 anos para poder escolher outra profissão, outros caminhos, ganhar dinheiro, independência financeira. Mas se eu tivesse 20 anos não teria vivido a minha vida, que foi maravilhosa, mesmo que eu tenha feito algumas escolhas erradas e não tenha hoje a sonhada independência financeira.
É estranho isso: tem horas em que me sinto cansada e só consigo enxergar problemas e dificuldades, e me cobro pra caramba por não ter realizado as coisas que esperava já ter realizado na minha idade (como ter uma situação financeira estável). Em outros momentos, eu me sinto cheia de gás e com disposição para trabalhar e ganhar dinheiro para fazer Muay Thai, mergulhar e viajar mundo afora, poder planejar fins de semanas divertidos em lugares e cidades diferentes. E amar novamente.
Será que sou capaz de dar uma guinada na minha vida? Ou vou ficar eternamente me lamentando pelas coisas que não fiz, os lugares que não conheci, etc, etc.?

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Reflexões de um final de tarde

Antes eu escrevia todo dia no blog, agora só estou conseguindo escrever uma vez a cada dois dias. Falta de assunto? Não, acho que não. Falta de tempo? Sim, mas isso é relativo. Talvez esteja me faltando "espaço": como estou envolvida na prospecção e realização de muitos trabalhos diferentes ao mesmo tempo, tem hora que falta cabeça, olhos, coração para atualizar o blog, cuja escrita não pode ser banal e sim sentida.
Também não quero perder este espaço de expressão, realização e convivência com pessoas que já conhecia pu que conheci através do blog, como meus amigos de Americana (SP), Chorik e Akira, sempre presentes por meio de seus comentários. Tem gente também de longe que não deixa comentário, porém seus comentários acabam chegando a meus ouvidos para meu deleite.
E assim vamos caminhando, comentando a vida, os filmes, os cursos e os fatos a que assistimos.
Hoje fiquei feliz. Fiz um trabalho para uma pessoa que conheci há uma semana e ousei descontruir totalmente um texto formal, protocolar e repetitivo para transformá-lo em matéria-prima para um material de divulgação a ser distribuído a um público amplo. Tanto ela podia amar quanto detestar meu trabalho. Felizmente, aconteceu a primeira opção. A reação de minha interlocutora chegou a me surpreender de tão entusiasmada.
Devo ter realmente um dom para escrever, mas sinto que ainda não faço o melhor uso dele. Ganho a vida com ele, porém falta alguma coisa.
Enquanto aguardava ser atendida, por falta do que fazer, andei relendo meu livro "Cantos de amor e saudade", que estava nas mãos já que resolvi oferecer um exemplar de presente à cliente.
Pode parecer ridículo, mas eu me emocionei relendo o epílogo do livro! Tive que enxugar lgumas lágrimas disfarçadamente. Passados tantos anos da elaboração da obra, é como se eu fosse uma estranha novamente e fiquei profundamente tocada com algumas passagens e com os ensinamentos, a delicadeza e a sensibilidade de dona Estella, minha protagonista.
Ontem, no final da tarde, entrevistei um mestre de Muay Thai, uma arte marcial tailandesa, para uma matéria que estou fazendo e fiquei encantada com as coisas que me contou. Fiquei até com vontade de praticar Muay Thai. Gosto muito disso na minha profissão:  a possibilidade de conhecer/ ouvir pessoas que não cruzariam meu caminho talvez.  É muito bacana você ver alguém realizando um trabalho com tanto amor e fé como o rapaz que entrevistei, Alex Paraná.
Eu percebi que alguma coisa em mim faz com que eu me perca, me amarre muito em aspectos menores da vida. Tem horas que levo a vida e as pessoas a sério demais e depois me decepciono. E se acontecer de alguém me decepcionar, tenho muita dificuldade para voltar a confiar naquela pessoa, superar a mágoa. Em outras palavras, sou muito exigente comigo e com as pessoas e isso torna a vida pesada demais.
Por isso preciso buscar as coisas, as pessoas que me fazem bem, que deixam meu espírito elevado, a alma lavada, como a gente costuma sem dizer. E preciso fazer isso, sem culpa, sem medo de ser feliz.