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quinta-feira, 28 de abril de 2011

A realeza tupiniquim

Ontem quando vi a notícia sobre a morte de Neuzinha Brizola fiquei com vontade de escrever um post em sua homenagem.
Temos quase a mesma idade e Neuzinha me lembra uma época boa, quando eu morava no Rio e tinha bem mais sonhos e esperanças do que hoje. Filha do ex-governador do Rio de Janeiro, Leonel Brizola, que estava então no auge de sua popularidade, Neuzinha chegou à corte fluminense "causando".
Virou uma celebridade e vivia na mídia. Até virou cantora (?). Era muito louca, irreverente, chegou a ser presa por envolvimento com drogas e passava aquela imagem de filhos de pais famosos que aparentemente têm tudo, mas demonstram uma enorme carência afetiva.
Depois do fim do reinado de Brizola - e da morte do politico gaúcho, após ser derrotado no seu sonho de ser presidente da República -, Neuzinha sumiu do noticiário. Pelo menos, eu nunca mais ouvi falar dela até saber ontem que tinha morrido depois de ficar internada com complicações pulmonares em consequência de hepatite. Espero que ela tenha encontrado alguma paz em vida.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Quem não gosta de samba ...

Hoje, depois de mais uma noitada no Chorinho em plena quarta-feira, meu assunto não poderia ser outro. O mundo continua girar, pessoas compram carros, outras enfrentam ônibus, trens, vans e outros meios de transporte feito sardinhas em lata; outras sequer têm motivos para sair de casa e outra nem têm casa. Eu sei, mas a energia do samba circula em todas as vias do meu corpo e sigo em frente, mais feliz.
Se existe reencarnação acho que um dia vivi num meio onde todos transpiravam samba. Caetano disse: "Eu sou neguinha". Eu digo "Eu fui neguinha". O samba me faz vencer a minha timidez e me transporta para a avenida, para o morro, para qualquer lugar onde as pessoas sejam capazes de se reunir em torno desse ritmo tão brasileiro.
Algumas das melhores lembranças da minha infância estão associadas à avenida Rio Branco no Rio de Janeiro, onde, ao lado de meu cunhado César vi desfilar blocos como o Cacique de Ramos e Bafo de Onça. Foi uma emoção indescritível. Mais tarde, tive o privilégio de conhecer a Marquês de Sapucaí, transformada em Sambódromo pelo ex-governador Leonel Brizola. Como repórter da revista Veja, assisti aos desfiles por alguns anos seguidos e tive acesso a camarotes,pista e - meu lugar preferido - concentração. A gente ralava muito, mas era muito gostoso também.
Poderia ficar horas aqui falando do samba, mas tenho que ir. Antes quero contar que decidi ontem que vou aprender a "tocar pandeiro para o mundo sambar". Se conseguir, vou me sentir uma mulher realizada.