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segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Vaias e (in)justiça

Li numa nota no site http://www.olhardireto.com.br/ que o secretário de Estado de Saúde, Pedro Henry, e o presidente da Agecopa, Eder Moraes, foram vaiados na solenidade de premiação da Seleção Brasileira de Vôlei, que aconteceu ontem, no Ginásio Aecim Tocantins. 
Juro que queria estar lá para curtir a cena. Sei que isso não muda muita coisa, mas que dá um gostinho bom dá.
Certos políticos parecem ter o rei na barriga e se acham acima do bem do mal. Será que estão?
Pode ser que nunca paguem pelos erros e irregularidades cometidos, mas um arranhão na imagem e na vaidade deles sempre incomoda.
No Rock in Rio, o presidente do Senado, José Sarney, também mereceu apupos do público sob o comando do vocalista do Capital Inicial, Dinho.
Só espero que essas manifestações não sirvam apenas para lavar a alma dos eleitores e que se reflitam nas urnas na hora de votar. É uma pena que Sarney foi se escorar lá no Amapá para se manter no poder.
Precisamos usar a internet não apenas para dizer "bom dia, boa tarde, boa noite", mas também para divulgar os fatos que dificilmente serão mostrados no Jornal Nacional.
A propósito, ontem li uma notícia triste no Diário de Cuiabá: matéria assinada pelo veterano repórter Adílson Rosa conta que prescreveu o crime cometido em fevereiro de 1995 pelo então vestibulando Sérgio Leonardo de Campos Braga.
Eu já tinha ouvido falar desse crime: Sérgio, segundo a matéria, saía de uma feijoada e colidiu com seu carro no fusca do eletricista João Bezerra, que voltava do trabalho. Discutiram e Sérgio teria pedido para amigos buscarem em casa a arma com que matou o trabalhador. Fugiu do flagrante, contratou um advogado dos mais prestigiados na época e nunca foi preso. Detalhe, Sérgio pertence a uma família poderosa de Mato Grosso. Hoje, ele é advogado. Essa é a justiça brasileira.
Infelizmente não é de hoje que a violência urbana e a injustiça mancham a bela capital mato-grossense.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

E agora, José?

Tudo como dantes no quartel do Abrantes: José Sarney assume novamente a presidência do Senado; em Mato Grosso, José Riva assume pela quinta vez a presidência da Assembleia Legislativa.
Essa notícia deveria ser tranquilizadora e prova de que temos políticos de bem no comando das principais casas legislativas nas esferas federal e estadual.
Ledo engano. Ler isso só me deixa para baixo e resolvi comentar logo o assunto no blog para botar para fora minha frustração, minha raiva.
Nem precisa falar de Sarney. Todo mundo conhece o homem do bigode, coronel da principal oligarquia maranhense que se grudou como ostra ao poder desde que me entendo por gente. Sai presidente eleito, entra governo militar, entra presidente eleito pelo colegiado (com apoio do povo) e ops ... por um azar do destino, ei-lo presidente do Brasil, o vice que estava ali só para compor. Claro que não. O homem é forte, poderoso, nada o derruba, como pudemos ver recentemente com um monte de escândalos envolvendo a Fundação que leva seu nome. O que me irrita mais é ouvi-lo na Rádio Senado (naqueles terríveis intervalos em que pára de tocar música boa) dizer que ele não queria a presidência novamente. Aceita esse encargo com espírito de sacrifício. Tadinho ... É de cortar o coração... Argh
Quanto ao deputado José Riva, é adorado pelo povo do Norte do Estado, onde tem seu curral, mas conseguiu também se tornar uma espécie de Sarney mato-grossense. Está envolvido em vários escândalos (quem quiser ler, é só procurar sua ficha corrida nos sites de busca), mas se eterniza no poder, é bajulado pelos governantes e nos dá a sensação de que nada muda na política.
Não posso terminar esse post de uma maneira tão negativa e resignada. O que posso fazer? Além de tocar minha vida com honestidade, tentar não fazer mal para ninguém, procurar o amor dentro de mim, estudar, escrever, desabafar? Sei que tudo isso é pouco, mas no momento nada mais me vem à mente, infelizmente.
Tenho uma profissão valente, mas que não me é de grande valia - a não ser para sobreviver - nesse contexto atual.
Mudando totalmente de assunto, ontem fui ao velório de uma amiga, uma pessoa que conheci há menos de um ano, alguns anos mais velha que eu, que lutava contra um câncer há muito tempo. A  amiga em comum que nos apresentou em abril passado sempre elogiou a força da amiga na luta contra a doença. Ela sabia que não resistiria por muito tempo, mas nunca deixou de beber sua cerveja, fumar e cantar. Apesar das dores intensas, procurava manter o astral alto.
Ontem no seu velório as pessoas choraram pela perda da amiga, mãe, filha, irmã, mas cantaram em sua homenagem. Entre outras canções, o povo cantou "O que é, o que é" de Gonzaguinha, um dos sambas mais bonitos e inspirados que conheço.

"Viver e não ter a vergonha de ser feliz
Cantar a beleza de ser um eterno aprendiz
Eu sei que a vida podia ser bem melhor e será
Mas isso não impede que eu repita
É bonita, é bonita e é bonita"

É isso aí. A vida é bonita apesar do Sarney e do Riva.
Espero que a Lúcia esteja bem onde estiver.

PS: "Quando eu morrer, não quero choro, nem vela..."
Quero música! De preferência, músicas alegres. Nada daquelas músicas para cortar o coração, tipo violino, um saxofone solitário, ok?