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domingo, 31 de julho de 2011

Domingão sem Faustão

Hoje é o último dia do primeiro mês do segundo semestre de 2011. Como o tempo voa!
Depois de amanhã minha filha Marina volta para Jaboticabal para inciar seu quatro semestre no curso de Agronomia da Unesp e meu coração sofre com mais essa partida. Depois eu me acostumo, mas é tão bom tê-la por perto e tão triste saber que só nos veremos daqui a uns três meses na melhor das hipóteses!
Hoje teve um almoço da Confraria do Choro aqui em casa, pela primeira vez. Na verdade, eu só cedi o espaço e tudo aconteceu sob o comando da diretoria. Muitas pessoas faltaram, como era previsto, porque houve um casamento da filha de alguém ligado ao Chorinho, que não conheço.
Apesar de pessoas muito queridas não terem vindo, o dia foi gostoso, principalmente a parte final da tarde. A gente formou uma grande mesa em torno do violão do Fernando e foi cantando, tudo junto e misturado.
Como o ambiente é bem informal, todo mundo procurou cantar músicas que fogem ao seu repertório habitual, experimentar coisas novas. Eu, por exemplo, cantei (e me enrolei toda) "Geni e o zepelin" de Chico Buaque.
Tinha um senhor, Dito Cesário, também conhecido como "Dito Voz de Trovão". O cara canta muito! Além de solar, ele curtiu cantar junto com a gente, fazer coro, segunda voz. Muito divertido!
Apesar do calor, estava ventando gostoso na área onde ficamos. Bom demais. Adoro passar um domingo inteiro sem sair de casa, nem ligar a TV.


segunda-feira, 30 de maio de 2011

Feijoada completa

As batidas continuam no apartamento do lado, mas hoje estou conseguindo trabalhar em casa. Já fiz minha resenha sobre o show do Djavan (leiam amanhã em http://www.diariodecuiaba.com.br/ ) e acabo de tirar uma foto para a revista Única, que vai publicar uma crônica minha na edição de junho.
Antes de me dedicar totalmente às matérias para a revista Corpo e Arte, resolvi atualizar o blog - o penúltimo posto do penúltimo mês deste semestre. É impressionante como o tempo está voando! Daqui a pouco acaba junho, minha filha caçula chega para as férias de julho e pronto, estamos no segundo semestre. Daí para chegar nas festas de fim de ano é um pulo.
Calma, tem muita coisa para acontecer este ano. Coisas boas, espero, inclusive, nosso "primeiro gran encontro" da família Baptista em Campo Grande (MS) em novembro, fruto de uma aproximação maior e intensa que rolou a partir do facebook.
É claro que muitos de nós já mantínhamos uma relação próxima e intensa independentemente do face, mas com a criação de um grupo da família (iniciativa desta blogueira, diga-se de passagem) foi possível reaproximar pessoas que estavam afastadas da família e agora quem estiver a fim consegue acompanhar os demais através de fotos e publicações.
É muito divertido. A gente fica sabendo quem se operou, quem viajou, quem chegou, quem se formou, quem torceu o pé, quem está deprimido ou está super feliz por alguma conquista, e consegue também compartilhar recordações. Há poucos dias houve uma enxurrada de fotos e lembranças de um lugar que é muito caro a todos nós da família, a fazenda Santa Blanca, que pertenceu a meu pai e, depois, a meu irmão Zezinho (ambos já falecidos).
Enfim, de publicação em publicação, a gente vai se curtindo cada vez mais e até meu blog ficou mais pop, já que muitas pessoas da família que sequer sabiam de sua existência passaram a acompanhá-lo.
É isso que dá sabor à vida: esses encontros e desencontros. A propósito, ontem dediquei meu dia a um encontro pra lá de especial: o da Confraria do Choro, à qual tenho orgulho de pertencer. O almoço (uma feijoada) foi bom demais: Renata e Marquinhos foram grandes anfitriões (o bolo de cenoura estava maravilhoso) e o Marinho, sempre sisudo no Chorinho, estava muito engraçado e até cantou.
Um domingo muito gostoso, depois de um sábado também muito interessante com direito a um café da manhã recheado de informações no prédio do outro lado da rua, uma visita agradável a uma amiga que ganhou bebê há pouco mais de um mês e ao show "Ária" com Djavan e três músicos maravilhosos: Torcuato Mariano, André Vasconcelos e Marcos Suzano - o Maquinhos que tocava no grupo Aquarela Carioca, fundado por Paulo Steinberg Zin, que acompanhei tão de perto, no início dos anos 80.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Silêncio de ouro

Ando meio em falta com meu blog. Em parte, a culpa é da obra do apartamento do lado. Que loucura! Trabalho em casa também e o meu tempo não está rendendo desde anteontem. O barulho é infernal e vai tomando conta da casa. Deixa a gente irritada e inoperante.
Anteontem, só consegui escrever um artigo encomendado depois das 6 da tarde, quando o barulho parou. Ontem, tentei trabalhar em casa pela manhã e o resultado foi sofrível. Hoje, só consegui escrever quando os pedreiros pararam para almoçar. Segundo o zelador, eles estão quebrando o banheiro de serviço para mudar os azulejos, mas a impressão que tenho é que estão derrubando o apartamento inteiro.
Sou muito avessa a barulho. Aliás, sou muito sensível a qualquer tipo de ruído. Uma das coisas que me fez trocar a academia convencional pela prática da yoga foi poder fugir do som exageradamente alto das aulas de ginástica ou da sala de aparelhos. Parece que a ideia é deixar a pessoa meio zonza para ela se desligar da monotonia dos abdominais ou outros exercícios repetitivos.
Não consigo conversar em bares com música alta e fujo daqueles que optam por um repertório que não é do meu gosto.
Detesto o barulho do trânsito: o som dos motores, freios e buzinas de automóveis, ônibus e motocicletas.
Adoro o silêncio! Sabe aquela sensação que dá quando você está num lugar onde só ouve praticamente o som de sua voz, de seus passos ou até mesmo de sua respiração. Por isso gosto tanto do Parque Mãe Bonifácia quando tem pouca gente caminhando e dá para ouvir o canto dos pássaros e até as árvores se mexendo em dias de mais vento.
Infelizmente a insegurança dos dias de hoje faz com que a gente tema ficar num lugar muito silencioso e solitário. É uma pena! Sinto muitas saudades de finais de semana passados em Visconde de Mauá e Búzios nos anos 80, no Rio de Janeiro, numa época em que nos aventurávamos - às vezes apenas eu e um(a) amigo(a) - por trilhas intermináveis.
Sinto saudades também dos passeios a cavalo no Pantanal, onde o silêncio chegava a pesar junto com o calor. Muitas vezes voltávamos do campo e era gostoso ouvir a conversa animada dos peões num linguajar que me era quase incompreensível. Tenho saudades também de minhas caminhadas solitárias na pista, interrompidas ocasionalmente por uma cobra ou algum animal pastando.
É, por alguns minutos, consegui me esquecer do barulho da rua e me confortei com o silêncio do passado. Estou precisando passar um fim de semana fora de Cuiabá ...
Enquanto não rola, vou me confortar com alguns sons urbanos bem agradáveis neste fim de semana: o canto de Djavan amanhã à noite e a algazarra gostosa dos amigos da Confraria do Choro no domingo.